09.09.2019 | 14h20


CRIME BÁRBARO

Polícia diz que madrasta agiu sozinha ao envenenar menina de 11 anos

Delegado afirmou que não há indícios da participação do pai no crime contra a criança, mas a polícia continua as investigações.


DA REDAÇÃO

Jaira Gonçalves de Arruda, 42 anos, teria agido sozinha ao matar a enteada, de 11 anos, ministrando doses de veneno durante dois meses. Investigação da Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) aponta que o pai não sabia do caso, porém, mesmo assim, ele será investigado.

A madrasta foi presa na manhã desta segunda-feira (09) e deve responder pelo crime de homicídio qualificado. A intenção da madrasta era ficar com uma herança de R$ 800 mil, decorrente de uma ação judicial vencida pela família da garota, contra um hospital, após morte da mãe da vítima durante o parto.

Ao , o delegado Francisco Kunze afirmou que o pai não sabia da situação e que a madrasta, em tese, agiu sozinha.

“Em princípio, a gente não o considera como suspeito [pai]. A madrasta vai responder por homicídio qualificado. A menina vomitava, espumava pela boca, desmaiava, tinha falta de ar, não conseguia falar, não conseguia andar e não controlava as fezes. É uma coisa muito feia de se ver e, ainda assim, ela se manteve firme no propósito e a matou lentamente”, explica o delegado.

A morte 

No dia 14 de junho de 2019, a vítima Mirella Poliane Chue de Oliveira morreu de causa até então indeterminada. A vítima deu entrada em um  hospital particular, já em óbito. Inicialmente houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois, havia inchaço na genitália, mas depois foi descartado o abuso durante a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A Politec colheu materiais para exames complementares. Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

"Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarreia, tremores, confusão mental, convulsões, etc.", explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi.

Todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. O sofrimento durou cerca de dois meses, em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.











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