01.06.2020 | 08h50


POLÍCIA / VEJA VÍDEOS E FOTOS

Polícia de Rondônia prende homem que matou esposa com tiro no peito em MT

Roberto Marques teria espancado, executado a esposa e jogado o cadáver no meio do mato antes de fugir para Rondônia, onde a família da vítima encontrou o acusado e o entregou à Justiça.


DA REDAÇÃO

Roberto Marques Rodrigues, 58 anos, acusado de espancar e matar a esposa Maria Aparecida de Souza, 61, com um tiro no peito foi preso dentro da casa da mãe no município de Ji-Paraná, Rondônia, na última terça-feira (25), onde estaria se escondendo desde a última sexta-feira (22), quando foi dado como foragido da Justiça.

O crime aconteceu no sábado (15) na fazenda onde o casal morava, na zona rural do município de Brasnorte (579 km da capital). O cadáver de Maria Aparecida foi encontrado em meio a um matagal, cerca de 500 metros da fazenda, no final da manhã da terça-feira (19).

A família da vítima acredita que Roberto tenha matado Maria Aparecida e jogado o corpo dentro do carro, levado para a estrada e desaparecido com o veículo, que não foi encontrado.

De acordo com a família, o caso começou a ser desvendado após a filha da vítima, que mora em Ji-Paraná, mandar uma mensagem para a mãe no sábado (16) e ficar sem resposta.

 No domingo (17), nova tentativa de contato foi feita, porém, nada de notícias da mulher, quando os familiares ficaram realmente preocupados, pois, a cerca de um ano e meio Roberto tinha espancado a esposa e acabou preso por 30 dias.

Na segunda-feira (18), a família recebeu informação de que Roberto estava em Ji-Paraná, então durante a noite o genro saiu à procura do acusado.

Ao ser encontrado, Roberto, que estava com o filho, tentou fugir, mas a polícia foi acionada e o acusado levado para a delegacia, onde passou a noite e foi liberado por volta das 06h da terça-feira (19).

Na unidade policial, Roberto alegou que o sítio onde morava em Mato Grosso foi invadido por bandidos que mataram a mulher dele durante o assalto. Ele ainda ressaltou que só se salvou porque conseguiu fugir da propriedade.

Questionado sobre o motivo de ter fugido para Rondônia, o homem relatou que tentou pedir socorro na Polícia Civil e Polícia Militar de Brasnorte, mas não teria sido atendido.

Porém, muitas perguntas ficaram sem respostas, e a história contada pelo acusado cheia de contradições.

O delegado de Ji-Paraná fez contado com a delegacia de Sapezal, responsável por Brasnorte, e relatou a ocorrência denunciada pelo homem, assim como as desconfianças da família.

Os investigadores de Mato Grosso se deslocaram para a região, onde fizeram uma varredura e encontraram o cadáver por volta das 11h da terça-feira (19).

Após o crime materializado com o encontro do corpo, as investigações seguiram e a polícia ouviu o dono da fazenda assim como vários vizinhos.

De acordo com os depoimentos, as testemunhas relataram que não houve nenhum assalto à fazenda, assim como confirmado pelo proprietário, que estava na propriedade no dia do crime e ainda ressaltou que nada tinha sido roubado.

Os vizinhos ainda relataram em depoimento que Roberto bateu na casa deles pedindo dinheiro, alegando que precisaria urgentemente viajar para Rondônia, pois sua mãe (de Roberto) estaria infectada pelo coronavírus, o que também é mentira do acusado.

Foi verificado também, que diferente do relatado por Roberto, o acusado não procurou a polícia em Mato Grosso para denunciar o suposto assalto.

Diante dos fatos foi representado na Justiça pelo mandado de prisão temporária em desfavor do acusado na última sexta-feira (22), o que foi atendido pela juíza Daiane Marilyn Vaz, da Comarca de Brasnorte.

Ainda na sexta-feira, os investigadores se deslocaram ao endereço do ‘suspeito’ em Ji-Paraná para fazer o cumprimento do mandado, porém, Roberto não foi encontrado e a partir daí passou a ser um foragido da Justiça.

No entanto, o acusado foi flagrado dentro da casa de sua mãe, no início da tarde, quando a testemunha ligou para a polícia e denunciou o paradeiro de Roberto.

Em menos de dez minutos, segundo a testemunha, os policiais chegaram ao endereço e prenderam Roberto, que foi retirado de casa e preso na frente de sua mãe.

O conversou com o delegado de Sapezal, Gustavo Godoy, responsável pela investigação.

O delegado explicou que o ‘suspeito’ ficará detido por 30 dias, com o prazo podendo ser prorrogado por mais 30, para chegar à conclusão do caso.

Segundo Gustavo, até a manhã desta quinta-feira (28) Roberto ainda não tinha dado depoimento e que a conclusão do inquérito vai depender do que será alegado pelo acusado, que pode confessar o crime, relatar as verdades do fato e ser indiciado pela Justiça, ou o que deve ser o mais provável, que o ‘suspeito’ sustente a afirmação do assalto, porém, agora terá que explicar com maiores detalhes e sem contradições, o que também poderá levar ao fim do inquérito e indiciamento por crime de feminicídio.

O delegado disse que muito provavelmente o inquérito deverá ser fechado antes dos primeiros 30 dias, mas que tudo vai depender do depoimento do ‘suspeito’.

 

O teve acesso ao vídeo gravado do momento que Roberto é tirado da casa da mãe algemado e encaminhado para a delegacia.

Veja o vídeos

 

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(1) COMENTÁRIOS

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Gilston  01.06.20 10h00
Geralmente os criminosos usa esta tática de mudar de estado pra fugir da policia local ja que ele é conhecido. Bandidos de MT vão pra rôndonia e os de lá vem pra MT. E sempre vão pra fazendas ou chácaras e sítios

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