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22.12.2010 | 12h53


POLÍCIA

Polícia começa a ouvir testemunhas no caso Perotto

ADILSON ROSA
DIÁRIO DE CUIABÁ

 

A Polícia Civil começou a ouvir depoimentos de pessoas ligadas ao empresário Itacir Luis Perotto, encontrado morto, aos 51 anos, no último sábado. A mulher do empresário, dono da floricultura Arte e Rosas, foi uma das pessoas a ser interrogada ontem, assim como outros familiares e amigos dele. Porém, o delegado titular da Homicídios (DHPP), Márcio Pieroni, não revelou o teor das informações prestadas. Ele informou apenas que nos próximos dias terá uma posição sobre o caso, sem descartar nenhuma hipótese motivadora do crime.

A vingança, por exemplo, é uma das possibilidades levantadas. Isso porque o empresário, no início de novembro, foi preso depois de atirar duas vezes contra um de seus funcionários dentro da própria empresa. A vítima é o decorador Ronilson Marques de Queiroz, o "Roni", de 27 anos. O rapaz, que foi baleado no tórax e no braço, foi submetido a uma intervenção cirúrgica e já recebeu alta médica. Há algumas semanas, mudou-se para uma cidade do interior do Estado.

A forma como o Perotto foi assassinado também pode dar sinais de alguma motivação, como uma possível dívida do empresário. O tiro na cabeça demonstra, conforme policiais, uma espécie de "pressão" por parte de cobradores. Desde que ficou novamente em liberdade, após tentar matar um funcionário a tiros, a vítima não saía mais sozinha, pois estava sendo ameaçada.

A família, no entanto disse desconhecer qualquer dívida da empresa. Mas o empresário, porém, teria uma dívida de cerca de R$ 100 mil para receber. "Mas, nesse caso, não tem nem lógica, quem deve estar pressionando é quem tem para receber", completou um policial.

Na última sexta-feira, por volta das 15 horas, Itacir saiu sozinho para "fazer compras no comércio" em seu Fiesta vermelho e não foi mais visto. Passada meia hora, a esposa dele ligou para o setor de desaparecidos da DHPP informando o seu sumiço, conforme havia sido orientada a fazer diante de qualquer situação atípica. Os policiais estiveram no local onde Itacir deveria fazer as compras, mas descobriram que ele não apareceu por lá.

O corpo do empresário foi localizado no sábado de manhã e o laudo de necropsia indicou que ele teria sido assassinado após as 16 horas de sexta-feira. O automóvel foi localizado num estacionamento em frente a uma galeria de artes, a cerca de 300 metros da entrada do Centro de Eventos Pantanal.











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