25.07.2010 | 19h18


POLÍCIA

Polícia Civil identifica os assassinos de advogada



A polícia já identificou os três homens apontados como participantes do assassinato da advogada e assistente social Ana Antônia da Cunha, 68, encontrada morta na segunda-feira de madrugada, em sua própria casa no bairro Araés, em Cuiabá.

Os suspeitos são homens que ela tinha um relacionamento comercial - um deles foi contratado para fazer um dreno num muro lateral do terreno. Os demais seriam locatários de um dos vários imóveis da advogada.

Conforme as investigações, os três teriam antecedentes. Responderiam inquérito por estelionato e um deles seria especialista em golpes contra pensionistas - o caso da advogada, que recebia pensão da mãe.

"Já temos a identificação dos suspeitos. Agora, vamos dar continuidade às investigações até chegar a todos", informou o chefe de operações da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRF), policial civil Wlademire Lima Barros. As investigações, iniciadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram transferidas para a DERRFVA uma vez que foram roubados três veículos da vítima - uma picape Saveiro e duas motocicletas.

Na sexta-feira (23) à tarde, os policiais da DERRFVA estiveram na casa da advogada tentando obter mais pistas que levem aos criminosos. Eles tiveram dificuldades em analisar os objetos, uma vez que a casa já estava bagunçada muito antes do crime. Além dos três veículos, os criminosos roubaram vários pertences da advogada, como aparelho de TV e até a geladeira.

O delegado Silas Caldeira deverá solicitar, nos próximos dias, a quebra do sigilo bancário da vítima para saber se os criminosos fizeram alguma movimentação financeira e desfalcaram a conta bancária da advogada. A vítima tinha um rendimento de cerca de R$ 40 mil mensais.

Conforme policiais da DHPP, Ana Antônia tinha quatro contas bancárias - Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que movimentava sempre, Itaú, onde tinha aplicações, e HSBC, com uma conta-poupança. Ela ainda atuava como advogada e era vista com frequência no Tribunal de Justiça, onde buscava informações a respeito dos processos que envolviam seus clientes.

"É sempre complicado saber se houve interferência numa conta quando somente uma pessoa tem acesso a uma conta, que é o caso dela", observou o delegado Antônio Carlos Garcia, da DHPP, que iniciou as investigações.

 











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