23.03.2020 | 17h45


POLÍCIA / ‘OPERAÇÃO COVID-19’

PM fecha telemarketing por desobedecer quarentena; empresa emite nota e nega qualquer irregularidade

No estabelecimento, tido como serviço não essencial, havia vários funcionários trabalhando expostos à contaminação do vírus no bairro Morada do Ouro, na Capital.


DA REDAÇÃO

A Polícia Militar (PM) fechou uma empresa de cobrança por telemarketing durante a manhã desta segunda-feira (23) no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, após o estabelecimento desobedecer ao decreto assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na última sexta-feira (20), onde fica proibido de funcionar todos os serviços não essenciais por 15 dias, como medida de segurança à saúde pública e evitar o contágio e transmissão da Covid-19.

A empresa foi fechada, inicialmente como medida de orientação, já que além de desobedecer à ordem municipal, vários funcionários trabalham lado a lado no local sem o mínimo o espaço de 1,50m de distância entre um e outro, tido como espaço de segurança pela OMS (Organização Mundial da Saúde), deixando os trabalhadores expostos a serem infectados pelo Coronavírus ou contaminar colegas de trabalho, com o risco de levar a doença para casa.

Na Capital apenas serviços essenciais, como mercados, deliverys, farmácias e demais serviços de saúde estão autorizados a funcionar. Restaurantes e lanchonetes também podem trabalhar, desde que por entrega.

O transporte público, que estava liberado apenas para funcionários da saúde, com apresentação de crachá, está funcionando apenas em 30% da capacidade por ordem da Justiça do Estado.

As operações da polícia por todo Estado de Mato Grosso, obedecendo ao decreto do Governador Mauro Mendes (DEM), já conduziram quatro pessoas às delegacias por descumprimento das determinações legais. Mas a PM também contabilizou 50 ocorrências com orientações que evitaram aglomerações e fechou 19 estabelecimentos comerciais, principalmente bares que não estavam respeitando a lotação máxima de 50%, além do distanciamento de 1,5 metros. As ações são realizadas desde sexta-feira (20), quando entrou em vigor o decreto do governo estadual (419/20) estabelecendo medidas restritivas e prevenção à propagação do coronavírus. Veja reportagem completa aqui.

Outro lado

Em contato com o , a empresa de cobrança por telemarketing  ressaltou que não cometeu nenhuma ilegalidade e tampouco descumpriu quaisquer ordem estabelecido no decreto municipal. A empresa explica que a decisão, publicada na sexta-feira (20), foi omisso em fixar um prazo mínimo que os estabelecimentos pudessem se organizar para estabelecer o sistema home office.

"Sabe-se que para possibilitar o trabalho home office se faz necessário a realização de procedimentos sistêmicos de infra voltados para aquisição de licenças e configurações sistêmicas via servidor, principalmente nas questões envolvendo serviços que para funcionar necessitam, eminentemente, de ferramentas tecnológicas, como é o caso da empresa em questão", diz trecho da nota.

Na publicação, a empresa comenta que a sede possui mais de 3,5 mil m² e poucos funcionários estavam presente na última segunda, cujo horário de expediente foi reduzido até às 12h, e que a regra de distância de 1,5 metros estava sendo cumprida. A empresa destaca que os funcionários que estavam no local faziam tarefas rápidas e específicas para possibilitar o atendimento home office.

"Toda a situação acima foi explicitada e esclarecida a guarnição da Policia Militar e fiscais que chegaram a empresa, onde deixou-se claro a necessidade e labor temporário até as 12hs da manhã. Em nenhum momento, repitase em nenhum momento, a empresa de telemarketing foi coagida, compelida a baixar abruptamente suas portas, como noticiou esse caderno de notícias. Ao contrário, as autoridades entenderam a necessidade e concederam o prazo até as 12hs da manhã conforme solicitado, tanto que neste horário retornaram à empresa para confirmação e encontraram as portas fechadas e os poucos funcionários já dispersados para suas casas", esclarece a empresa.

Veja a íntegra da nota.

Atualizado dia 24 de março, às 18h25











(18) COMENTÁRIOS

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Luiz  25.03.20 20h35
Necessário investigar melhor antes de expor assim uma empresa, que é fonte de renda de muitas pessoas! Ainda por cima, que vem se respeitando todas as normas sanitárias!

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Rogério Santos Vieira   25.03.20 18h43
Conheço essa Empresa. Prestei serviços pra Malta por 10 anos, como professor de Ginástica Laboral. E gostaria muito de registrar aqui, que conheço os diretores e responsáveis pela instituição. São pessoas honestas, idôneas, e totalmente comprometidas e conconscientes de tudo que engloba o contexto de missão empresarial, associada a preocupações e cuidados com todo seu corpo de funcionários e colaboradores! Portanto faço público, o meu total e incondicional apoio a Malta Acessoria e Cobranças, no que se refere ao total nível de entendimento, importância, e relevância para o nosso Brasil, que de maneira nenhuma pode parar. #brasildetodoseparatodos

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Rogério Santos Vieira   25.03.20 18h41
Conheço essa Empresa. Prestei serviços pra Malta por 10 anos, como professor de Ginástica Laboral. E gostaria muito de registrar aqui, que conheço os diretores e responsáveis pela instituição. São pessoas honestas, idôneas, e totalmente comprometidas e conconscientes de tudo que engloba o contexto de missão empresarial, associada a preocupações e cuidados com todo seu corpo de funcionários e colaboradores! Portanto faço público, o meu total e incondicional apoio a Malta Acessoria e Cobranças, no que se refere ao total nível de entendimento, importância, e relevância para o nosso Brasil, que de maneira nenhuma pode parar. #brasildetodoseparatodos

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Sibele oliveira de queiroz nogueira  25.03.20 10h08
Engraçado la na marfrig vc ninguem vai...la e mais de 1000 funcionarios todos aglomerado...nossa cuidado pode ser tarde dmais...estao brincando com coisa seria...vai la e manda fechar...duvido...

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R.L.S  25.03.20 09h55
Olá, Entendo que é extremamente importante que notícias sejam compartilhadas com a população, porém, algumas informações que levanto aqui, é que em momento algum a polícia "fechou" a empresa, outro ponto importante é que em momento algum a equipe de reportagem teve acesso ao ambiente interno da empresa para poder afirmar que não eram atendidas as medidas exigidas pela OMS, uma delas a medida de distancia de 1,5 metros entre seus colaboradores, ou seja, uma afirmação infundada. De qualquer forma deixo aqui meu entendimento que é, a notícia tem sua força, mas vamos fazer de forma extremamente clara, e o mais importante, escutar as partes antes de publicar informações que tenham colocações erradas sobre os fatos ou até mesmo subjetivas, colocadas de forma que o leitor entenda como quiser.

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