09.10.2019 | 13h00


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PF implode galerias e queima equipamentos para evitar volta de garimpeiros

cerca de 2 mil garimpeiros que ocupavam a área onde faziam a extração ilegal de ouro


DA REDAÇÃO

Policiais Federais continuam dando cumprimento à ordem judicial de fechamento do garimpo ilegal de ouro em Aripuanã (1.200 km de Cuiabá), com medidas de destruição do maquinário usado na extração do minério e implosão das galerias e barracos construídos no local, por cerca de 2 mil garimpeiros que ocupavam a área.

Imagens repassadas ao , mostram que além das implosões no local, toda a área de garimpo foi queimada pela Polícia Federal para evitar que os garimpeiros voltem a atuar. Veja vídeo e fotos abaixo.

Peritos da Polícia Civil, Politec, Polícia Federal, Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sema) e IBAMA ainda estão no local e trabalham em conjunto para dimensionar o dano ambiental e todo o estrago ambiental causado na região devido às atividades no garimpo.

De acordo com o Delegado da Policia Federal, Carlos Henrique Cotta D'Ângelo, não há prazo determinado para o cumprimento da ordem de fechamento do garimpo, mas acredita que até na quinta-feira (10) os trabalhos devem ser concluídos.

“Não temos prazo para encerrar essa atividade, mas acreditamos que o mais tardar, nesta quinta-feira, a ordem judicial esteja totalmente cumprida no município”, explica o delegado da PF Carlos Henrique.

Veja o vídeo

 

Fim do protesto

Após manifestação contra a desocupação do garimpo ilegal de Aripuanã (1.200 km da Capital), que fechou ruas do Centro da cidade durante toda a manhã até a tarde de terça-feira (08), os garimpeiros esperam, na data desta quarta-feira (09), uma reunião com a diretoria da mineradora Nexa, para discutir uma possível legalização da exploração na área para que possam voltar a trabalhar na extração de ouro na região.

A Polícia Federal compareceu ao protesto, conversou com o presidente do Sindicato dos Garimpeiros, Antônio Vieira da Silva, quando explicou a ordem judicial do fechamento do garimpo, destruição do maquinário pesado e implosão das casas construídas no local de forma ilegal.

Após a discussão, que ocorreu de forma pacífica, sem registro de confrontos e feridos, os mais de 2 mil garimpeiros que “trancavam” o Centro da cidade deixaram o local.

Garimpeiro morto é identificado

O garimpeiro, que morreu atingido com dois tiros no peito, após atirar contra policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), durante a 1ª fase da Operação Trype, na segunda-feira (07), durante a desocupação do garimpo, foi identificado como José Maria dos Santos, de 45 anos. A identificação foi feita por familiares que saíram de Rondônia e compareceram no Instituto Médico Legal (IML) de Aripuanã para fazer o reconhecimento do corpo e liberação para procedimentos fúnebres.

Operação Trype

A Polícia Federal desencadeou na madrugada de segunda-feira (07) a  2ª  fase da Operação Trype em  ação conjunta com forças de segurança do Estado de Mato Grosso.

Essa  etapa tem  objetivo de cessar as atividades de um  grande  garimpo de ouro ilegal no município de Aripuanã.

De acordo com as investigações, além  do  impacto ambiental  na região,  o garimpo ilegal  estaria causando  grande devastação social  no município com aumento do índice de homicídios, tráfico de drogas, prostituição etc.

Cerca  de 160 policiais  e também  de servidores do Ibama e Secretaria Estadual de Meio Ambiente  atuarão   na área   durante toda semana.

 Vídeos mostram o momento em que as forças policiais chegam no local. Veja matéria completa aqui.

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