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01.07.2020 | 13h59


POLÍCIA / ATRAPALHOU INVESTIGAÇÃO

PF filmou conselheiro descendo 16 andares pela escada e destruindo provas

Teis foi flagrado destruindo cheques, que seriam de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro faria parte



O Ministério Público Federal (MPF) revelou que durante buscas no escritório do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Teis, policiais federais flagraram o conselheiro tentando destruir cheques e canhotos de cheques, após descer 16 andares de escada correndo para jogar na lixeira do prédio.

No entanto, a ação de Teis foi filmada e fotografada pelos policiais que conseguiram recuperar os cheques. De acordo com o MPF, só não houve prisão em flagrante porque, como magistrado, o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade de prisões quando se trata de crimes afiançáveis.

Na investigação, foi indentificado que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil. 

Teis foi detido na manhã desta quarta-feira (1°) pela Polícia Federal. Ele é acusado de tentar embaraçar a investigação de infração penal, no âmbito da Operação Ararath. 

O mandado de prisão foi expedido pelo Superior Tribunal de Justiça. A prisão é pela acusação de obstrução à Justiça.  A ordem para a prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da Operação Ararath no STJ e teve como base relatório da Polícia Federal que revelou indícios de que o conselheiro tentou embaraçar as investigações, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em seus endereços. A tentativa de obstruir a Justiça foi presenciada pela Polícia Federal que registrou a ação em foto e vídeo. O conselheiro, que é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, foi denunciado nessa terça-feira (30) pela conduta que levou à prisão preventiva.

Em 17 de junho, cumprindo as medidas cautelares autorizadas pelo STJ, policiais federais e membros do MPF estiveram em 19 endereços ligados aos investigados da Operação Ararath. Durante as buscas no escritório do conselheiro do TCE/MT, a Polícia Federal flagrou o investigado tentando destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques - jogando-os na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares de escada. A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada. Só não houve prisão em flagrante por que, como magistrado, o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.

Na investigação, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil. Na decisão, o ministro Raul Araújo apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados e decretou a prisão preventiva do conselheiro do TCE/MT para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos.

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