27.11.2010 | 15h19


POLÍCIA

PF desmonta quadrilha de madeireiros que explorava terras indígenas

A atividade da quadrilha era mais rentável que o tráfico de drogas. Os madeireiros compravam por R$ 30 o m³ e revendiam por até R$ 1 mil.

 

MIRO FERRAZ
DA REDAÇÃO

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira (26) em Juína, a 735 km de Cuiabá, madeireiros e empresários acusados de extração e comercialização ilegal de madeira em nas terras indígenas Serra Morena. A PF chamou a operação de Pharisaios. (do grego, fariseus)

Segundo o delegado Wilson Rodrigues, os madeireiros aliciavam os índios pagando propinas aos nativos, que chegavam a R$ 30 o m³; Já os madeireiros comercializavam a mesma quantidade por até R$ 1 mil.


Os criminosos fraudavam guias florestais emitidas em Plano de Manejos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Madeiras nobres como Ipê e Mogno eram as mais comercializadas. .

"O Plano de Manejo é um grande negócio, lucrativo e muito mais vantajoso do que o tráfico de drogas. Enquanto os madeireiros pagam R$ 15 por um metro cúbico de madeira, os empresários vendiam a mesma quantia por valores que chegam a R$ 1 mil", afirmou Rodrigues, em entrevista coletiva, na sede da Polícia Federal, na tarde desta sexta-feira (26).

De acordo com a  PF dez mandados de prisão foram expedidos, mas quatro ainda não foram cumpridos. Cinco foram presos em flagrante, por porte ilegal de arma de fogo. Os nomes não foram divulgados.

A FP cumpriu ainda dois mandados de condução coercitiva e 24 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos, caminhões, pás carregadeiras, reboques e escavadeiras, pertencentes aos acusados. A PF, agora, quer saber como as irregularidades eram cometidas com os planos de manejo e se há participação se servidores da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) no esquema criminoso e irá fazer uma auditoria e revisão dos Planos de Manejos que eram utilizados pela quadrilha.

A PF começou a investigar o caso em 2009 a partir de uma denúncia da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os índios que foram aliciados serão enquadrados como
vítimas, pois, segundo o delegado, foram ludibriados pelos quadrilheiros. A operação Pharisaios foi realizadas em parceria com a Funai, Ibama e Força Nacional.











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