15.08.2010 | 13h57


Obra de memória a marechal Rondon está abandonada em Mimoso



Uma grande estrutura metálica em forma circular, erguida sobre as águas de uma baía do Pantanal de Mato Grosso, chama a atenção de quem visita o distrito de Mimoso, na cidade de Santo Antônio do Leverger.

Lançada pelo governo do Estado no início da década, a obra deveria abrigar um memorial em homenagem ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, nascido na localidade em 1865.

Quase dez anos e R$ 2 milhões em investimentos depois, o que existe no local, a 130 km de Cuiabá, é um esqueleto de aço a descoberto. E muitas promessas frustradas de conclusão.

"A obra está parada, deteriorando, servindo de abrigo para cachorros. Eu vejo isso com muita tristeza", diz o espeleólogo (estudioso de cavernas) Ramis Bucair, presidente da ONG Sociedade Amigos de Rondon, dedicada a preservar a memória do sertanista, morto em 1958.

O último andamento na obra, segundo a Secretaria Estadual de Infraestrutura, ocorreu em 2006: instalação de piso e rede elétrica, a um custo de R$ 930 mil.

No ano seguinte, a colocação da cobertura, licitada em R$ 957 mil, foi suspensa por falta de verba. "Tivemos dificuldades orçamentárias", diz o secretário-adjunto de Obras, Jean Nunes.

O governo diz que o projeto, que inclui até um jazigo para onde seriam transladados os restos mortais de Rondon (hoje no Rio de Janeiro), não foi abandonado.

"Foi preciso fazer um estudo da viabilidade do projeto, algo que não havia sido considerado pelo governo anterior", diz Nunes.

A conclusão do memorial, diz ele, será incluída entre as obras previstas para incrementar o turismo durante a Copa de 2014.

"Em 2011, no entanto, já devemos estar com a parte interna concluída e o memorial começa a funcionar."











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