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14.06.2010 | 13h09


POLÍCIA

Menores torturam e matam em MT; garoto de 15 é queimado

RAQUEL FERREIRA
A GAZETA

Dois latrocínios (roubo seguido de morte) envolvendo adolescentes marcaram o final de semana pela agressividade dos crimes e tranquilidade para confessar os assassinatos. O estudantes Claiton Pereira Medeiros, 15, foi morto com 11 facadas e teve o corpo queimado depois que 2 menores de 14 anos e Paulo Roberto Leal, 24, invadiram sua residência para assaltar no município de Nova Maringá (400 km de Cuiabá, no ao médio-norte).

O outro crime foi em Várzea Grande, onde o ex-policial militar Giovanni Gomes da Silva, 32, foi assassinado por 2 adolescentes e Juares Emílio de Carvalho Júnior, 18. Samuel Cezario Silva, 19, também foi preso por esconder a arma usada no homicídio.

Conforme a polícia, Claiton foi amarrado e amordaçado antes de ser morto por um dos adolescentes e por Paulo. O outro menor ficou do lado de fora da casa cuidando. A vítima teria ameaçado denunciar os bandidos à polícia, quando foi assassinada com as 11 facadas. O jovem Clainton estava sozinho em casa, a família tinha viajado para São José do Rio Claro.

Os assassinos levaram uma motocicleta, um notebook e outros objetos da casa da vítima. Porém, antes de deixarem o local, eles colocaram fogo em um colchão e deixaram pedaços de tecidos ao lado de Claiton caído no chão. O fogo se espalhou pela casa inteira e a vítima teve o corpo carbonizado.

Inicialmente, a polícia foi acionada para conter o incêndio. E no local encontraram o corpo. Segundo o delegado de São José do Rio Claro, Romildo Grota, que responde por Nova Maringá, após localizar a vítima, as Polícias Civil e Militar passaram a fazer diligências pela cidade e encontraram os 3 criminosos. Eles foram levados para o Posto da Polícia Militar no município. "A população ficou o dia inteiro na frente do Posto e quando a viatura saiu com os presos, sacudiu o carro e tentou linchar os acusados", disse o delegado.

Conforme Grota, os assassinos pertencem ao uma gangue denominada Vida Louca 157, que faz apologia ao crime. Os 2 menores confessaram o crime e vão responder por ato infracional de latrocínio e incêndio. Paulo Roberto foi indiciado por latrocínio, incêndio e corrupção de menores. Ele já possui outras passagens pela polícia por roubo e é acusado de um outro latrocínio cometido em 2008. Os objetos roubados foram encontrados em um matagal próximo ao cemitério.











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