01.10.2010 | 18h01


Médico é preso após consultar pacientes e agendar cirurgias plásticas na Bolívia



Da Redação

Uma ação conjunta do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso, Agência Central de Inteligência da Polícia Militar e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MT) resultou na prisão do médico boliviano Nadir Saluez Hurtado, que não tem diploma reconhecido no Brasil nem registro no CRM-MT e caracteriza exercício ilegal da Medicina. Ele estava em Cuiabá realizando consultas dentro de um salão de beleza e agendando cirurgias plásticas que seriam realizadas na Bolívia.

A prisão aconteceu em flagrante, após duas agentes da Polícia se passarem por pacientes interessadas pelo serviço. Toda consulta e as conversas foram gravadas com câmera e microfone escondidos. A proprietária do estabelecimento de beleza também foi detida.

De acordo comas as gravações, Nadir cobraria US$ 2 mil por uma cirurgia de lipoaspiração e o valor incluiria ainda os gastos com internação, anestesia e remédios. Ele explicou que a paciente ficaria internada por 24 horas, depois seria encaminhada para um hotel, onde o médico faria visitas diárias por sete dias e então receberia alta para voltar ao Brasil.

Ao ser questionado sobre o acompanhamento da paciente no Brasil no caso de alguma intercorrência, ele respondeu à suposta paciente que “não haverá problemas, pois se não acontecer nada em sete dias, não acontecerá mais”.

Para o presidente do CRM-MT, Arlan de Azevedo Ferreira, além de exercer ilegalmente a profissão no Brasil, o boliviano ainda estava promovendo a mercantilização da Medicina. “Ele estava oferecendo serviços com preço abaixo do praticado pelos médicos brasileiros e sem assumir qualquer responsabilidade pela paciente, pois se algo acontecer com ela no Brasil, não há a quem recorrer judicialmente.”, afirmou.











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