18.06.2019 | 15h44


OPERAÇÃO ASSEPSIA

Mantidas prisões de diretor de presídio e PMs envolvidos com facção

Os envolvidos foram presos após a Polícia Civil descobrir um esquema para facilitação de entrada de celulares na Penitenciária Central do Estado, o antigo presídio Pascoal Ramos..


DA REDAÇÃO

Em audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (18), a juíza Ana Cristina Silva Mendes, manteve as prisões do diretor e subdiretor da Penitenciária Central do Estado (PCE) e três policiais militares, que foram presos nesta manhã, na Operação Assepsia, deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Conforme decisão, o diretor Revétrio Francisco da Costa  e o subdiretor Reginaldo Alves dos Santos vão ficar presos no Centro de Custódia da Capital (CCC).

O tenente Cleber de Souza Ferreira deve ficar detido no 3º Batalhão de Polícia Militar – mesmo local onde era lotado. Já o subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior ficarão presos no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Conforme as investigações, os cinco eram envolvidos com lideranças da Facção Comando Vermelho, que estão presas na PCE.

A investigação da GCCO apontou que dentre outros crimes, os servidores eram responsáveis por facilitar e enviar celulares para os criminosos detidos na unidade prisional.

Ainda segundo a GCCO, antes de uma grande apreensão de celulares escondidos em um freezer que foi deixado para presos na PCE, os envolvidos estiveram em uma reunião a portas fechadas na sede da penitenciária, por mais de duas horas.

Operação Assepsia

A Operação Assepsia cumpriu sete mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão,  após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado.

No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o  material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.

No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramento da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.











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