17.02.2011 | 10h52


POLÍCIA

Madeireiros e engenheiro florestal acusados de crime ambiental

DA REDAÇÃO 15H12

Depois de quase cinco anos, a Polícia Civil conseguiu concluir um inquérito sobre crime ambiental no Norte de Mato Grosso e indiciar 56 pessoas e empresas. Proprietários e representantes de madeireiras e um engenheiro florestal foram indiciados pelos crimes de transporte ilegal de madeira e falsidade ideológica e crime contra a administração ambiental. O inquérito aberto em 2006, conduzido pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente, apurou fraudes na constituição de créditos para manejo florestal de uma área de 11 mil metros cúbicos de madeira em pé, em uma fazenda de Juara no norte do Estado.

O inquérito concluído pelo delegado Joao Henrique Brito Santos foi encaminhado nesta terça-feira (15), ao Ministério Público Estadual que irá analisar e decidir se oferece denúncia ou não.

Durante investigações, foi apurado que 45 pessoas se envolveram na venda e compra de créditos destinados a exploração florestal da área e depois repassados a 11 madeireiras com a finalidade de "esquentar" o produto extraídas de áreas de preservação ambiental, reservas ou assentamentos. Os  créditos foram obtidos junto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), depois da aprovação do projeto de manejo florestal da área na fazenda Cruzeiro do Sul, em Juara.

Vitor Airton Gimenes e Fernando Luiz Limberger, e o engenheiro florestal Amilcar José da Costa, responsável pela elaboração do projeto de manejo, conseguiram aprovação do projeto junto a Sema e venderam os créditos para Jary Santana de Abreu, que por sua vez os revendeu para dez madeireiras da região de Juara e uma de Tangará da Serra.

Vitor e Fernando firmaram contrato com o do dono da Fazenda Cruzeiro do Sul e omitiram dele que o projeto havia sido aprovado. Quando a vítima descobriu, os créditos liberados para exploração da área já tinham sido vendidos a Jary Santana, que se diz consultor ambiental, por R$ 385 mil.

De acordo com o delegado, os créditos foram revendidos as madeireiras que precisavam "legalizar" o transporte de madeiras ilícitas. "Venderam tão somente créditos [papéis] de produtos florestais para diversas empresas madeireiras da região de Juara. Não houve qualquer exploração da área do imóvel rural da Fazenda Cruzeiro do Sul", informou.

Conforme o delegado, em vistoria na fazenda foi apurado que a área do projeto de manejo não foi explorada, permanecendo intacta. A Sema, segundo o delegado, suspendeu os créditos no sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (CC-Sema) e cancelamento das declarações de venda de produto florestal (DVPF) - documento que autoriza o transporte de madeiras.

Com assessoria PJC/MT











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