19.11.2019 | 14h55


QUEIMA DE ARQUIVO

Líder do Comando Vermelho confessa ter matado delator que ajudava Polícia

Paulo Cesar da Silva, conhecido como “Petróleo”, foi encontrado morto no último dia 27. Marreta fez uma trança com tecido, agarrou o rival pelo pescoço e tapou sua respiração com um pedaço de pano umedecido com perfume, provocando asfixia.


DA REDAÇÃO

O presidiário Luciano Mariano da Silva, conhecido como “Marreta”, confessou ter assassinado o rival Paulo César da Silva, o ‘Petróleo’, no último dia 27, dentro de uma das celas do raio cinco da Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos. Ambos eram líderes da facção Comando Vermelho em Mato Grosso.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde de segunda-feira (18), Marreta confessou a autoria do crime. Ele nega a participação de três detentos que dividiam a mesma cela. “Quem matou fui eu”, disse.

Marreta alega ter assassinado Petróleo por medo de ser morto. Ele conta que ambos eram praticamente ‘irmãos’, porém, deduziu que o comparsa estava repassando informações à Rotam (Ronda Ostensiva Tática Móvel) sobre crimes comandados por ele do lado de fora da penitenciária.

Ele explicou que dias antes do crime tomou conhecimento dos relatos de testemunhas, durante audiência da Operação Assepsia e chegou à conclusão que o ‘amigo’ era quem o

Marreta fez uma trança com tecido, agarrou o rival pelo pescoço e tapou sua respiração com um pedaço de pano umedecido com perfume, provocando asfixia.

incriminava. Os fatos levaram a apreensão de um freezer dentro da PCE recheado com 84 celulares, carregadores e fones de ouvido, no dia 06 de junho passado.

A ação resultou nas prisões do então diretor da PCE, Revétrio Francisco da Costa, e do subdiretor Reginaldo Alves dos Santos. Luciano “Marreta” foi identificado como o proprietário da caminhonete Ford Ranger que transportou o refrigerador à cadeia.

“Aquilo que as testemunhas disseram só o Petróleo tinha conhecimento”, relata o criminoso.

Ao tentar tirar satisfações com companheiro, Petróleo teria respondido que conversaria sobre o assunto depois, o que segundo Marreta foi interpretado como “indireta”. A partir deste momento, ambos se tornaram inimigos na prisão.

Em seguida, o líder do Comando Vermelho detalha que no dia do crime, depois das visitas, ele e Petróleo ficaram se ‘cuidando’. Em certo momento, os outros presos dormiram e a ‘vítima’ se distraiu. Ele então foi ao banheiro, levando um lençol e um vidro de perfume, fez uma trança com o tecido e na sequência agarrou o rival pelo pescoço e tapou sua respiração com um pedaço de pano umedecido com perfume.

Marreta afirmou que nenhum dos demais detentos percebeu a movimentação. Logo depois, ele fez uma amarração numa barra de ferro na parede (para entrada de ar) e o pendurou pelo pescoço o ‘comparsa’ em uma altura de 25 centímetros e foi dormir. 

O caso segue sendo investigado pela DHPP.

Leia mais: Delator da Rotam, ex-líder do Comando Vermelho morre enforcado em cela do Pascoal Ramos











(1) COMENTÁRIOS

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Rosana  20.11.19 22h07
História mau contada hein? Colocaram dois inimigos na mesma cela? Encomendaram esta morte pra livrar os agentes presos? Tem coisa errada aí. Tem coisa muito errada.

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SOUZA   21.11.19 07h41
O militante confessa que matou, ainda disse que o morto estava atrapalhando seus negócios com armas e droga, oq as autoridades estão esperando para transferir para um presídio federal ?bandido de alta periculosidade. Será q estão com medo de transferi-lo?

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