11.02.2011 | 19h07


POLÍCIA

Líder de quadrilha acusada de assassinar casal continua foragido

MAYARA MICHELS 18h38
DA REDAÇÃO

O chefe da quadrilha Ivan Rosa Moreira, que sequestrou e assassinou o casal Raimundo Nonato Ferreira de Souza e a mulher Liliane Gois Saldanha, continua foragido. O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), prendeu na tarde desta sexta-feira (11), dois sobrinhos de Ivan Rosa, em Várzea Grande. Osmar Rosa Moreira e Valdenir Rosa Bueno, porém o delegado que investiga o caso, Luciano Inácio, da Polícia Civil, não viu participações dos dois no sequestro e no assassinato do casal.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, Osmar Rosa, estaria participando apenas dos lucros obtidos pela quadrilha, gastando o dinheiro da loteria. Já o Valdenir Rosa, o delegado não viu a participação dele no crime, ele prestou depoimento e foi liberado.

O garimpeiro Raimundo Nonato Ferreira de Souza e a mulher Liliane Gois Saldanha moravam em uma chácara em Pontes e Lacerda, até o dia 18 de outubro de 2010, quando foram sequestrados e executados por uma quadrilha presa na semana passada pela Polícia Civil. O motivo é o prêmio de R$ 1,4 milhão da Quina, que o garimpeiro ganhou em junho do ano passado.

O filho do casal, um bebê de 1 ano e 6 meses que também foi sequestrado na época, foi encontrado no bairro Centro América em Cuiabá. No dia do crime, o casal poupou a criança de ser executada.

Sequestro e execução

A vítima ganhou na Quina no sorteio realizado no dia 02 de junho de 2010. Dois acertadores acertaram as dezenas 15 - 16 - 34 - 42 - 43. Além de Raimundo, outro apostador de Natal (RN) acertou as cinco dezenas e cada um ganhou R$ 1.424.535,61. Na época Raimundo trabalhava como garimpeiro em Cacoal, no Estado de Rondônia. Após ganhar o prêmio, ele resolveu voltar para Mato Grosso com a família.

Por ironia, o prêmio despertou a cobiça de um colega de garimpo que tem o mesmo nome da vitima, o Raimundo Nonato Pereira da Silva, preso na semana passada em Cacoal - Rondônia. Ele é acusado de planejar o sequestro da família e o assassinato do casal.

Seus comparsas, Luís Paulo da Silva, de 22 anos, Ricardo Oliveira Queiroz, de 27 anos e Lauro Rosa Bueno, de 22 anos, foram presos em Várzea Grande. A investigação durou quatro meses e foi conduzida pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Segundo a polícia, após o casal fornecer sob pressão a senha do cartão onde estava o dinheiro, o grupo executou os dois na BR-070. Eles não teve coragem de executar a criança. Após a execução do casal, a criança foi levada para Várzea Grande e teria passado pelo menos com duas famílias que eram pagas para cuidar dela. A criança passou a maior parte do tempo em uma casa no bairro Nova Conquista, em situação de vulnerabilidade.

Dinheiro

Após a morte do casal, um dos investigados Ivan Rosa Moreira (foragido), trocou a fotografia da identidade da vítima e se passando por ela, realizava os saques.
Raimundo Silva e Ivan Rosa (foragido) foram flagrados sacando o dinheiro em dois bancos da caixa econômica em Cacoal (RO), pelas câmeras do circuito interno. Os dois sacaram cerca de R$ 700 mil nos dois bancos.

Um funcionário do banco, que não teve o nome divulgado, está detido em Cacoal porque teria liberado o dinheiro com muita facilidade.

Ossadas

A Polícia busca desde a última segunda-feira (7) pelas ossadas do casal. As buscas serão feitas na BR-070, entre Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá) e Cáceres (210 km de Cuiabá).











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