02.06.2019 | 07h50


O TERROR VOLTOU

Justiça 'sequestra' bens de Arcanjo; edifício garagem na Av. do CPA e hotel na lista

Além do benefício do regime semiaberto, João Arcanjo Ribeiro também perdeu imóveis, que foram sequestrado pela Justiça, por ele continuar comandando jogo do bicho em Mato Grosso.


DA REDAÇÃO

Empresa, estacionamento e até um hotel do grupo de João Arcanjo Ribeiro foram sequestrados pela Justiça, como apreensão de bens, após deflagração da  Operação Mantus, na manhã de quarta-feira (29), que cumpriu 33 mandados de prisão contra dois grupos criminosos que comandavam o jogo do bicho em Mato Grosso.

Conforme as investigações, as duas organizações, que eram rivais, movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Müller Coutinho.

Conforme apurado pelo , os imóveis sequestrados são: um estacionamento localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA); uma empresa denominada ‘Granito’, que funcionava dentro do estacionamento e o Colibri Palace Hotel, localizado na região central da cidade de Tangará da Serra (a 240 km de Cuiabá).

RepórterMT/Maps

hotel colibri tangará da serra

Hotel localizado em Tangará foi sequestrado.

De acordo com o delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), todos estes imóveis pertencem ao grupo de João Arcanjo Ribeiro.

Também houve sequestro de um prédio no bairro Baú, em Cuiabá, onde funcionava uma empresa de Frederico Müller Coutinho.

Estranhamente, conforme apontado pela polícia ao , tal prédio onde o Grupo FMC funcionava era alugado da família de João Arcanjo Ribeiro – principal rival nos esquemas do jogo do bicho.

Além dos imóveis, grande quantidade em dinheiro foi apreendida. Só na casa de Arcanjo, a Polícia Civil encontrou uma mala com mais de R$ 200 mil em dinheiro.

O comendador

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de Reais em impostos, entre outros crimes.

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

O comendador II

O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.

Galeria de Fotos:
Crédito:
Crédito:
Crédito:










COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER