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18.10.2010 | 09h52


POLÍCIA

Jovens levam coronhadas e socos de seguranças de boate em VG



Caroline Rodrigues
Da Redação

Dois jovens foram agredidos por seguranças da boate Pampulha, localizada em Várzea Grande. R.P.A, 22, teve um dos ossos da face quebrado por uma coronhada de revólver. Ele também apresenta várias escoriações pelo corpo devido aos chutes e socos dados por 6 homens que participaram da ação e o perseguiram por cerca de 1 km, distância entre a boate e as proximidades do Posto Zero, onde aconteceu a agressão. O amigo dele, D.L.T, 29, foi atingido por uma faca no cotovelo, ainda dentro do estabelecimento. A vítima conseguiu fugir após quebrar o vidro do prédio. Durante a fuga, o rapaz pulou o muro de acesso ao aeroporto, que é coberto por arame farpado, e pediu ajuda para uma viatura da Polícia Militar (PM).

Os familiares das vítimas estão revoltados com a situação. Eles procuraram o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), na tarde de domingo (18) para fazer o registro da ocorrência, que aconteceu na madrugada de sábado (16). O pai de uma das vítimas, que prefere não se identificar, tem medo de os envolvidos tentaram algum tipo de represália. "Caso eles tivessem feito algo errado, deveriam tê-los levado para polícia. Eles não têm direito de fazer justiça com as próprias mãos. Os meninos pagaram tudo que deviam".

Conforme R.P.A, eles chegaram na boate e encontraram um cartão de consumo no chão. Os dois compraram bebidas no controle e foram abordados pelos seguranças. O jovem argumenta que reconheceu o erro e disse que iria pagar tudo o que foi consumido. A conta foi de aproximadamente R$ 380 quitada no cartão de crédito. O valor foi acrescido de R$ 66, sem nenhuma justificativa. Mesmo assim, eles optaram por encerrar o problema. As vítimas levaram até o Cisc comprovantes do pagamento que confirmam a versão.

O dono do cartão furtado disse que não tinha nada contra os dois e que tudo estava resolvido. Já os seguranças começaram a agredir verbalmente os dois jovens. Um deles sacou uma faca e deu um golpe na altura das costas de D.L.T, que se defendeu com o braço e foi atingido no cotovelo.

Quando viu o sangue, a vítima ficou apavorada e quebrou o vidro da porta que dá acesso à saída. Os dois amigos saíram correndo e foram perseguidos. Quando chegaram perto do Posto Zero foram interceptados pelos agressores. Um deles conseguiu fugir pulando o muro do aeroporto. O outro foi espancado até ficar desacordado.











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