05.11.2019 | 16h45


CASO MARCELO FERRAZ

Jornalista foi morto por não ter dinheiro para pagar drogas; Polícia descarta estupro

Segundo o delegado Fausto Silva, o caso foi encerrado com base no depoimento da namorada do assassino.


KAROLLEN NADESKA

O jornalista e escritor Marcelo Ferraz, de 38 anos, assassinado no dia 28 de setembro passado, morreu por um afundamento de craniano, devido a pedradas na cabeça. O jornalista foi morto por não ter dinheiro para pagar as drogas que usou diferente da versão apresentada pelo seu assassino, de que ele teria pegado Marcelo e sua namorada tendo relações sexuais.

As informações foram repassadas pela Polícia Judiciária Civil (PJC), na tarde desta terça-feira (5), que concluiu o inquérito sobre o homicídio.

Segundo o delegado Fausto Silva, o caso foi encerrado com base no depoimento da namorada do assassino.

Marcelo foi encontrado morto por um morador de rua, no dia 30 de setembro, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Ele desapareceu do dia 28, quando saiu de casa sem celular e carteira e não retornou.

O usuário de drogas John Lennon da Silva, de 21 anos, foi preso no dia 2 de outubro e confessou o crime.  Na ocasião, ele alegou que cometeu o assassinato por encontrar a vítima tendo relações sexuais com sua namorada, outra usuária de drogas. Essa versão foi desmentida pela namorada.

“John Lennon é o autor do crime, porém, na versão apresentada por ele... Testemunhas ouvidas confirmaram sua autoria, mas a versão real é diferente que a afirmada pelo indiciado. O motivo teria sido por desavença de uso de drogas e não sexo com a namorada”, explicou o delegado.

Além disso, também era investigado se a vítima tinha sofrido abuso sexual. A PJC descarta essa hipótese, mas o laudo ainda não está pronto e deve sair na próxima semana.

Marcelo era conhecido na região pelos usuários, segundo eles o jornalista costumava patrocinar drogas para os mesmos.











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