27.06.2010 | 11h19


POLÍCIA

Inquérito Civil contradiz Militar sobre afogamento de PM em Manso



Da Redação - Julia Munhoz

O inquérito militar que investigou a morte do soldado da Polícia Militar de Alagoas Abinoão Soares de Oliveira, 34 anos, foi protocolado na Corregedoria da PM na sexta-feira (25) e de acordo com o tenente-coronel Otomar Pereira, que presidia as investigações, foi solicitada a prisão preventiva de outros policiais, que não eram os apontados pelo inquérito da Polícia Civil, investigado pela delegada Ana Cristina Feldner.“Solicitamos a prisão preventiva de alguns policiais que não seriam os mesmo do inquérito Civil”.

O tenente-coronel não divulgou os nomes, pois o inquérito foi encaminhado para a Vara Militar onde será decidido se as prisões serão ou não acatadas. “Como as prisões não foram decretadas não posso falar os nomes, o que posso adiantar é que outras coisas apareceram no decorrer do inquérito”. As declarações de Otomar indicam que as investigações militares tomaram rumo diferente da civil, conforme era esperado.

O corregedor da PM, coronel Joelson Sampaio, disse que irá analisar o inquérito na terça-feira juntamente com uma equipe técnica por conta do ponto facultativo decretado pelo Governo do Estado durante os jogos da Copa.

Inicialmente a Polícia Civil indiciou os tenentes Carlos Evane Augusto e Dulcézio Barros de Oliveira pela morte do policial alagoano. Evane é acusado ainda de participar das tentativas de homicídio contra Luciano Frezzato, Thiago Andrigo Mendes e Claudomir Braga, junto com o sargento Moris Fidelis Pereira, o cabo Antônio Vieira de Abreu e o soldado Saulo Ramos Rodrigues.

Além da morte de Abinoão o inquérito apurou o afogamento de outros três militares durante o Curso de Tripulante Operacional Multimissão, no dia 24 de março deste ano, em um clube de golfe no Lago do Manso.











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