21.08.2019 | 10h31


POLÍCIA / OPERAÇÃO DO GAECO

Habeas corpus preventivo impediu prisão de ex-comandante do Bope

Os quatro policiais militares alvos da Operação do Gaeco são acusados de adulterar armas dentro do Comando Geral da PM.


KAROLLEN NADESKA

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), que deflagrou uma operação por adulteração de armas no Comando-Geral da Polícia Militar,  não conseguiu cumprir mandado de prisão contra ex-Bope, tenente-coronel Marcos Eduardo Paccola, na manhã desta quarta-feira (21), enquando ministrava curso, na cidade de Sinop (480 km de cuiabá). 

Segundo o advogado de defesa, Ricardo Monteiro, o cliente  recebeu salvo-conduto, concedido pelo desembargador Sebastião de Moraes Filho, na madrugada desta quarta-feira (21). A Operação teria vazado e ele tomou as medidas de imediato.

“Você está antecipando uma pena à pessoa, e se ao final ela for absolvida? Vai acontecer nesse caso pessoas que serão absolvidas, ela já ficará carimbada na sociedade”, pontua o advogado.

Foram alvos do Gaeco dois tenentes-coronéis (Bope e Rotam) e dois tenentes da PM. Um dos alvos, o tenente Cleber de Souza Ferreira, já está detido pelo envolvimento no esquema da entrada de um freezer com 80 celulares na Penitenciária Central do Estado (PCE), a pedido de lideranças do Comando Vermelho.

Também foram presos  tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira e tenente Thiago Satiro Albino.

Os outros detidos estão sendo encaminhados para a 11º Vara Criminal de Justiça Militar de Cuiabá e devem passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.

A defesa diz que é um fato isolado, o responsável irá assumir, e que as prisões são midiáticas.

“O que questionamos é esse circo que se monta em cima de processo penal”, coloca.

Monteiro avalia que foram puladas etapas, que não houve cautela na Operação ao expedir os mandados de prisão.

“Você está antecipando uma pena à pessoa, e se ao final ela for absolvida? Vai acontecer nesse caso pessoas que serão absolvidas, ela já ficará carimbada na sociedade”, pontua o advogado.

Postura

Em 2012, Paccola se envolveu em polêmica por seus posicionamentos. Ele postou na sua página pessoal do Facebook, o seguinte comentário: Luto. Que Deus conforte o coração da família do nosso irmão da farda e já acalente o coração da família dos que fizeram essa atrocidade, porque quando nossas garras tocá-los eles não viverão mais um dia para ver o sol nascer!!! Pra cima deles. Força e honra sempre!”.

O militar argumentou que a postagem foi feita em um momento de fragilidade, por conta da morte do também policial Devanilson Gonçalves da Cruz, que atuava na Força Tática da PM e foi morto a tiros.

O comandante do Bope, na época, major Joanildo Assis disse que o comentário foi feito na página pessoal do policial e que não reflete a postura do Batalhão.

* Corrigida às 11h50

Veja o pedido e habeas corpus abaixo na galeria

 

 

Galeria de Fotos:
Crédito: RepórterMT/Reprodução
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