10.10.2019 | 16h20


EXTRAÇÃO EM ARIPUANÃ

Grupo ganhou milhões explorando garimpeiros com promessa de ouro fácil

Área foi desocupada pela PF esta semana e cerca de 2 mil garimpeiros deixaram o local.



Informações da Polícia Federal apontam que determinado grupo lucra milhões, há anos, com a exploração de mão de obra de garimpeiros, na extração ilegal de ouro, na área que foi desocupada nesta semana, em Aripuanã, por meio da Operação Trype.

De acordo com o delegado da PF, Carlos Henrique Dangelo, a primeira etapa da operação, há três anos, visou os indivíduos que lucram milhões de reais com o garimpo ilegal, através da promessa e sonho de ouro fácil.

“Na primeira fase foram expedidos seis mandados de prisão, foram quatro presos e dois foragidos. Eles compram e vendem o ouro, sem nenhuma ação oficial, sem recolher tributo, já identificamos inclusive que parte desse ouro vai para fora do país de forma ilícita para enganar as autoridades; isso é evasão de divisas. Houve bloqueio de conta, fechamento de atividades empresariais, lavagem de dinheiro”, declarou o delegado da PF Carlos Henrique Dangelo.

"Eles compram e vendem o ouro, sem nenhuma ação oficial, sem recolher tributo, já identificamos inclusive que parte desse ouro vai para fora do país de forma ilícita para enganar as autoridades; isso é evasão de divisas. Houve bloqueio de conta, fechamento de atividades empresariais, lavagem de dinheiro”, declarou o delegado.

 

A investigação sobre os financiadores do garimpo ilegal em Mato Grosso ainda prosseguirá.

Nesta semana cerca de 2 mil pessoas que ocupavam o garimpo foram retiradas do local, onde barracos, galerias e equipamentos foram destruídos pela PF, por meio de implosões e fogo, para evitar o retorno dos garimpeiros.

“A ordem judicial da segunda etapa exige a destruição e cessação da atividade garimpeira, destruição das máquinas e das principais cavas que chegaram a ter 60 metros de profundidade, com grande risco de desmoronar e há relatos inclusive de acidentes, óbito de garimpeiros em acidentes e alguns foram registrados, outros não”, acrescentou.

Após serem retirados da área, os garimpeiros protestam na cidade contra a mineradora, por acreditarem que a empresa ingressou com o pedido de desocupação da área. A PF alega que nem a empresa, que tem a outorga do Governo Federal para exploração da área, ou o proprietário da superfície da área, ingressaram com pedido de reintegração de posse.

“A ordem que cumprimos não é de desocupação, pois isto dependeria de que essa empresa ou proprietário tivesse ingressado com ação. Quem pode pedir reintegração de posse é o superficiário ou a empresa que tem o direito de minerar o subsolo da área. Nenhum deles pediu para a Justiça tirar ninguém. Tiramos para processo de destruição, porque não tem como manejar explosivos com as pessoas lá dentro. Não foi um pedido da empresa, foi uma ordem ocorrida dentro de uma investigação criminal”, explicou o delegado.

Para cumprir a determinação, foi necessário o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).











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