22.07.2010 | 09h45


POLÍCIA

Grávida foi morta por primos



Lucélia Mendes da Silva, 30, grávida de 6 meses, foi envenenada pelos primos em uma chácara em Jangada (80 km de Cuiabá). Os acusados são Odair de Oliveira Bastos, 30, Francisnei Arcanjo da Silva, 19, e Virgílio de Almeida Sobrinho, 38, conhecido como Gil. A Polícia Civil pediu a prisão dos 3, mas a Justiça concedeu o pedido apenas para Gil, que está foragido. Os demais já procuraram a delegacia para prestar depoimento, mas as informações estão desencontradas.

Odair é casado e tinha um relacionamento extraconjugal com Lucélia. No depoimento, o acusado diz que foi alvo de chantagem várias vezes. A vítima exigia dinheiro e, caso as quantias não fossem pagas, iria contar para a esposa dele sobre o caso. No dia do crime, chamou 2 parentes para ir até a chácara onde a grávida estava morando mas, como queria evitar novos atritos, ficou do lado de fora, enquanto Francisnei e Virgílio entraram.

Na delegacia, Francisnei falou que entrou na casa junto com Virgílio e começaram a conversar com Lucélia, pedindo para ela parar com as ameaças. O encontro virou uma discussão e a vítima afirmou que chamaria um grupo de amigos traficantes para matá-los.

Ela começou a ficar nervosa e passar mal. Virgílio pegou um copo de água e entregou para a vítima, que caiu no chão. Os 2 ficaram assustados e foram embora.

As declarações não correspondem às provas encontradas no local, bem como as declarações da caseira da chácara. O líquido consumido pela vítima era de cor vermelha e não pode ser água. Já a caseira informou que o imóvel foi invadido por 3 pessoas armadas.

Um dos criminosos deu um líquido para a grávida beber e depois a ameaçaram. Eles falavam que ninguém podia sair da casa até que Lucélia tivesse morta. Quem desobedecesse, seria morto.

Além da caseira, o marido dela estava na propriedade e, quando aproximou-se da casa, também foi detido pelos criminosos. Nenhum deles foi identificado porque estavam encapuzados e também não há energia elétrica no lugar. A iluminação era realizada por velas.

Os caseiros procuraram a Polícia no outro dia pela manhã, após a saída dos criminosos.

A mãe de Lucélia, Neuzinha Mendes, conta que a filha foi abordada por 3 homens, sendo que 2 a seguraram, colocando a perna sobre a barriga da vítima. O terceiro obrigou a mulher a tomar veneno. "Não consigo aceitar a forma brutal com que agiram".

A Polícia diz que não há marcas de violência no corpo de vítima e que os laudos periciais do líquido consumido também não foi concluído. O material foi encaminhado para Cuiabá.

No decorrer das investigações, denúncias desencontradas prejudicaram o inquérito. Uma das hipóteses levantadas era da ligação do crime com o tráfico de drogas. O crime aconteceu no dia 7 de julho.

A família de Lucélia fez um protesto na frente da delegacia da cidade na terça-feira (20). Eles carregavam faixas e cartazes pedindo Justiça para o caso.











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