30.05.2019 | 14h05


FIM DE FÉRIAS

Gerente de Arcanjo no jogo do bicho é preso em praia de Recife

José Carlos de Freitas era responsável por manter o Jogo do Bicho na região Oeste de Mato Grosso, principalmente na cidade de Cáceres.


DA REDAÇÃO

Alvo da Operação Mantus, José Carlos de Freitas foi preso em Recife (PE), na manhã desta quinta-feira (30). De acordo com a Polícia civil, ele é um dos gerentes de João Arcanjo Ribeiro e de seu genro Giovanni Zem Rodrigues, na operação do jogo do bicho em Mato Grosso.

José Carlos Freitas era braço-forte de Arcanjo na região Oeste de Mato Grosso e estava ‘de férias’ na casa de parentes no Nordeste, próximo à praia.

“É ele quem comandava o jogo do bicho em Cáceres, a serviço de Arcanjo e do genro”, afirmou o delegado Flávio Stringueta, ao .

A prisão foi realizada por policiais de Pernambuco, após troca de informações com a Polícia Civil mato-grossense.

Operação Mantus

Dois anos de investigação resultaram em 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu, na manhã de quarta-feira (29) de maio.

As investigações detectaram duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Müller Coutinho.

João Arcanjo Ribeiro, conhecido como “comendador”, é acusado de liderar o crime organizado em Mato Grosso, nas décadas de 80 e 90, sendo o maior “bicheiro” do Estado, além de estar envolvido com a sonegação de milhares de Reais em impostos, entre outros crimes.

No ano de 2002, Arcanjo foi alvo da operação da Polícia Federal, Arca de Noé, em que teve o mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de contravenção penal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídio. A prisão do bicheiro foi cumprida em abril de 2003 no Uruguai. Arcanjo conseguiu a progressão de pena do regime fechado para o semiaberto em fevereiro de 2018, após 15 anos preso.

O comendador II

O empresário Frederico Müller Coutinho é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa. Müller trocava cheques no esquema e chegou a passar dinheiro para o então braço direito do ex-governador. Os cheques teriam sido emitidos como parte de um suposto acordo de pagamento de propina ao grupo político do ex-governador.











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