30.08.2019 | 16h00


POLÍCIA / VEJA FOTOS

Força-tarefa encontra caderno de crimes do Comando Vermelho dentro da PCE

O RepórterMT teve acesso a 45 páginas de anotações relacionandas as finanças da facção. As anotações confirmam que ordem para os crimes partiam de dentro do presídio.


DA REDAÇÃO

Os agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Rápida apreenderam dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos, em Cuiabá, na última segunda-feira (26), livros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), com informações sobre a contabilidade do grupo e golpes aplicados em várias regiões do Estado. As anotações confirmam que crimes cometidos pela facção partem de dentro das cadeias.

A equipe Intervenção Rápida atua na Operação Elison Douglas, que tem a missão de fazer uma limpa na PCE. O local também passa por reforma para readequação.

A reportagem do teve acesso exclusivo a alguns registros. São mais de 45 páginas de anotações dos crimes e finanças do CV.

Com a apreensão, os agentes frustraram mais de R$ 1 milhão em golpes. Devido à interceptação, realizada na Elison Douglas, as ordens para esses crimes não irão mais acontecer.

Nas imagens, é possível ver anotações de conteúdos sobre veículos. Um dos segmentos abordados pela facção, era a venda falsa de carros, mediante o pagamento de entrada.

Conforme apurou reportagem, os criminosos divulgavam informações de carros de terceiros, em aplicativos de venda e aplicavam o golpe nas vítimas. As informações completas sobre o funcionamento do esquema criminoso serão detalhadas em nova reportagem. 

Veja:

RepórterMT

livro cv 1

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Exclusivo

 

Elison Douglas

A ação ocorre em sigilo, desde o dia 12 de agosto,  para fortalecer o enfretamento contra os crimes dentro da unidade prisional. A Sesp ainda não divulgou nenhum relatório oficial com informações da Operação.  

Segundo o secretário da Sesp, Alexandre Bustamante, os dados serão repassados, após a conclusão da operação.

De acordo com o Sindspen, a ação é uma resposta ao pedido de socorro da categoria de agentes prisionais após a execução do agente Elison Douglas, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá), em 30 de junho. 

A Polícia Judiciária Civil confirmou que o agente prisional foi vítima de uma emboscada. Ele foi morto com pelo menos 20 tiros no momento em que chegava em casa, no bairro Tessele Júnior. Um menor confessou a autoria do crime e disse que tinha uma desavença com o servidor. A polícia, no entanto, também tem como linha de investigação uma suposta ordem para matar Elison, que teria partido de dentro da cadeia.











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