16.09.2019 | 15h00


30 DIAS DE OPERAÇÃO

Força-tarefa apreende 700 equipamentos de comunicação na PCE

Devido a complexidade, o Governo decidiu prorrogar a operação por mais 30 dias.


DA REDAÇÃO

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, apresentou um balanço da Operação Elison Douglas, na manhã desta segunda-feira (16), em uma coletiva de imprensa, na Sesp, em Cuiabá. Foram apreendidos 506 chips, 352 cadernos, 171 celulares, 12 baterias externas, 10 kg de entorpecentes, diversas armas brancas, conhecidas como “chucho”, e uma grande quantidade de equipamento não autorizado, na Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos.

Sobre a comunicação dos detentos, “havia um universo de quase 700 equipamentos para fazer comunicação entre os muros e extramuros”, afirmou o secretário.

Dentre os cadernos apreendidos, mais de  50 dizem respeito à contabilidade da facção criminosa Comando Vermelho (CV).  

De acordo com o Bustamante, eles estão sob análise da inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC), assim como outros materiais apreendidos. 

O diretor da PCE, Agno Ramos, conta que os registros apontam uma movimentação muito grande de dinheiro por parte do CV.

 A operação foi prorrogada por mais 30 dias, devido à alta complexidade do problema. A PCE, hoje, conta com uma população carcerária de mais de 2.400 presos. 

Agno explica que nessa segunda fase serão instaurados os procedimentos de funcionamento, pós “faxina” da unidade prisional.

Ao todo, 60 agentes penitenciários do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), uma força-tarefa especializada, atua dentro da PCE juntamente com os agentes que ali são lotados.

Durante os 30 dias de operação, os servidores ficaram lotados dentro do presídio o tempo todo, ou seja, sem sair. Os agentes dormiam e se alimentavam na unidade. A segunda fase deve operar da mesma forma.

Operação

Uma grande operação foi deflagrada pelo Segurança Pública do Estado (Sesp) para tirar regalias de presos na PCE, unidade considerada de segurança máxima, em Cuiabá.

A ação ocorre em sigilo, desde o dia 12 de agosto, para fortalecer o enfretamento contra os crimes dentro da unidade prisional. O local também passa por uma reforma. 

Segundo o Sindspen, a ação é uma resposta ao pedido de socorro da categoria de agentes prisionais após a execução do agente Elison Douglas, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá), em 30 de junho. 

A Polícia Judiciária Civil confirmou que o agente prisional foi vítima de uma emboscada. Ele foi morto com pelo menos 20 tiros no momento em que chegava em casa, no bairro Tessele Júnior. Um menor confessou a autoria do crime e disse que tinha uma desavença com o servidor. A polícia, no entanto, também tem como linha de investigação uma suposta ordem para matar Elison, que teria partido de dentro da cadeia.











(1) COMENTÁRIOS

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Rogerio  17.09.19 15h17
Parabéns ao Governador de Mato Grosso por esta operação, com o crime que mão tem que ser forte.

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