16.06.2019 | 07h50


SANGUE FRIO

Filho que tentou matar pai a pauladas na cabeça é solto pela Justiça

Conforme decisão em audiência de custódia, objetivo do mandado de prisão era basicamente localizar o acusado. Ele deve responder ao processo em liberdade.


DA REDAÇÃO

Gabriel Figueiredo Filho, 53 anos, preso na última terça-feira (11), por ter tentado assassinar o pai, de 75 anos, com pauladas na cabeça, foi solto pela Justiça após passar por audiência de custódia em Cuiabá.

O crime aconteceu no ano de 2017, no Distrito da Guia (a 35 km de Cuiabá). A vítima, Gabriel de Figueiredo, conseguiu sobreviver à tentativa de assassinato. Segundo a Polícia Civil, o filho teria tramado a morte do idoso e contado com a ajuda de José Joaquim da Cruz (já falecido).

Gabriel Filho estava foragido desde a época do crime. Ao ser preso esta semana, ele não deu detalhes do que o motivou a cometer o atentado contra o próprio pai.

O agressor ficou quase dois anos foragido da Justiça, sendo localizado pela Polícia Civil vivendo em uma quitinete no bairro Paiguás 3, em Cuiabá. Ele afirmou à Polícia Civil que tinha conhecimento do mandado de prisão.

Na audiência de custódia, porém, ele teve a prisão relaxada pelo juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, da 14ª Vara Criminal.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que a prisão foi pedida apenas pelo fato do acusado ter desaparecido após o atentado contra o pai.

“Considerando que a prisão do acusado deu-se em decorrência de sua não localização para citação e prosseguimento da ação, visando garantir a aplicação da lei penal, uma vez constatado nesta audiência de custódia que o acusado possui residência, não mais subsistem as razões que ensejaram a decretação da sua prisão. Em razão disso, revogo-a [...]Expeça-se em favor do acusado o ALVARÁ DE SOLTURA”, consta na decisão.

Apesar da soltura, foi determinado algumas medidas cautelares. “a) Não se ausentar da Comarca por período superior a oito dias, sem prévia comunicação ao juízo e devida autorização; b) Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades, até o dia 10 (dez) do mês”.











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