10.07.2020 | 09h23


POLÍCIA / VEJA VÍDEO

Filho da prefeita é inocentado nas investigações da morte de DJ

Polícia concluiu inquérito do acidente que resultou na morte da DJ Bibi Perigosa e ficou comprovado que Gustavo Ramos, de 23 anos, estava na direção


DA REDACÃO

Gustavo Ramos, de 23 anos, será indiciado pelo acidente que matou a dj Marina Laura Centena Duarte Viena, de 17 anos, mais conhecida como a Dj Bibi Perigosa, em abril deste ano. A Polícia Civil concluiu as investigações e constatou de forma técnica que Gustavo dirigia GM S10, bateu em um caminhão estacionado na avenida Itaúbas, no centro de Sinop (500 km da Capital). 

O delegado de Polícia Civil, Carlos Eduardo Muniz, confirmou a informação em entrevista coletiva,  na manhã desta sexta-feira (10), e explicou que material genético de Gustavo foi encontrado no airbag do condutor, assim como havia vídeos nas redes sociais, publicados pela vítima, que mostravam Gustavo dirigindo. 

A caminhonete pertence a família da prefeita Rosana Martinelli e, por isso, chegou a ser cogitado que o filho dela, Osmar Dallastra Martinelli, de 18 anos, estivesse conduzindo o carro, o que as investigações descartaram. 

“Buscamos provas técnicas porque havia uma séria de conflitos entre as versões das testemunhas. A primeira prova foi alguns vídeos no celular da própria vítima. Nesse dia, ela fez quatro vídeos onde quem aparece conduzindo é a pessoa que se apresentou. Esse acidente ocorreu entre 4h27 e 4h30h. O último vídeo que localizamos, como o celular que a vítima utilizava, o horário é identificado pela rede e é preciso, o horário do último vídeo era às 4h27. Se houvesse uma troca de motorista teria que ser rápida. Isso pode acontecer? Pode, você para em algum lugar para fazer alguma coisa e troca. A segunda etapa, durante o atendimento no local de crime, o policial e o perito recolheram o airbag do veículo que apresentava quatro pequenas manchas de sangue. Quando encaminhamos esse airbag para que fosse realizado o exame de DNA, as quatro manchas de sangue eram da mesma pessoa”, explicou o delegado Carlos Eduardo.

Gustavo desde o inicio se apresentou como motorista do veículo, mas havia algumas contradições nos depoimentos. O delegado elencou que o compromisso é com a verdade. 

“É um inquérito que gerou muita polêmica e quero deixar bem claro para todo mundo. Não estamos preocupado com A e B. Estamos preocupados com a verdade. Estamos preocupados em trazer a verdade para quem está confiando na polícia, a verdade para a família da vítima”, pontua o delegado.

Gustavo responderá por homicídio culposo, com qualificação de direção sob efeito de álcool, podendo pegar até oito anos de prisão.

Veja vídeo:

 











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