29.12.2010 | 09h18


POLÍCIA

Feirantes jogam restos de alimentos em terreno baldio no Verdão

SANDRA CARVALHO
ESPECIAL PARA O REPORTERMT

Três dias depois do dia de Natal, o lixão do Centro de Abastecimento do Verdão, em Cuiabá, ao invés de diminuir, aumentou. Hoje (28/12), ao meio dia, um veículo de uma empresa de alimentos estava estacionado no local e seus funcionários, provavelmente com o consentimento dos patrões e omissão da administração da feira, jogavam lixo ali. Mas não era resto de alimento, e sim mato.

A falta de controle sobre o lixo produzido na cidade e o desperdício de alimentos são questões que o município deve resolver inclusive por sediar a Copa 2014. Sobre o desperdício, em agosto de 2010 o jornal A Gazeta apurou que pelo menos 6 toneladas de alimentos em boas condições para consumo são desperdiçadas por dia em Cuiabá.

A avaliação foi da gerência do Banco de Alimentos mantido pela Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Urbano (Smasdh), que encontra dificuldades em atender a demanda diária e convencer donos das bancas do Terminal Atacadista e de supermercados doarem verduras, legumes e frutas. Por mês, 86 toneladas, em média, são recolhidas pelo centro de reciclagem, beneficiando 130 famílias e 86 entidades sociais.

O gerente do Banco de Alimentos, José Butaca Filho, considerou à época que seria possível atender mais pessoas, porém há desperdício. "O descarte é bem maior do que arrecadamos. Pelo menos 6 toneladas por dia do Terminal do Verdão e Atacadão do Porto nós deixamos de receber".

José diz que por questões políticas, muitos donos de banca e de supermercados não doam. "Nós queríamos que os empresários e revendedores se conscientizassem, mas levam para o lado político e preferem jogar no lixo".

Outras parcerias foram desfeitas, como com a rede de supermercado Modelo que passou a doar as sobras ao projeto Mesa Brasil do Sesc, diminuindo o montante enviado ao Banco.

A falta de consciência por parte de alguns permissionários do Terminal de Abastecimento é uma realidade confirmada pelo administrador, Alexandre Pereira da Silva. "Tem algumas pessoas que fazem isso (não doam). Mas também falta mão-de-obra do Banco de Alimentos para a coleta dos alimentos".

Os arrecadadores do posto do Banco que ficam dentro do Terminal não trabalham aos sábados, domingos e feriados, por exemplo, o que diminui significativamente a arrecadação.

 

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