20.12.2010 | 08h52


POLÍCIA

Família diz que dono de floricultura foi torturado antes de morrer



CAROLINE LANHI

Familiares do empresário Itacir Luís Perotto, assassinado na sexta-feira (17), afirmam que ele foi torturado antes de ser morto e acreditam que o crime esteja relacionado a uma espécie de sequestro pelo qual passou Perotto, há quase de 2 meses. Na ocasião, o empresário teria sido obrigado a transportar uma "encomenda" até Guaíra (PR), caso contrário os bandidos matariam a esposa e uma menina da família.

Na época, ele teria sido abordado, em Cuiabá, por 2 pessoas que diziam estar com a esposa e uma jovem. A condição para que nada grave acontecesse com as duas, era que Itacir entrasse no carro e transportasse uma mala (com conteúdo desconhecido) até Campo Grande (MS) e depois seguisse para Guaíra (PR), tudo sob os olhares dos criminosos que iriam segui-lo em uma moto.

Um familiar próximo explica que Itacir fez tudo o que os bandidos pediram e a tal mala teria sido retirada do carro em Campo Grande. Depois, Perotto foi parado em uma barreira policial e os bandidos fugiram. A suspeita da família é que a execução tenha alguma relação com esse "sequestro relâmpago".

No reconhecimento do corpo, a família afirma que foi possível ver os punhos de Itacir muito machucados, o que pode ser um sinal de que o empresário foi amarrado. Havia ainda manchas de espancamento em diferentes partes do corpo.

O carro que a vítima usava no dia do crime, um Celta vermelho, foi encontrado no final da tarde de sábado (18), próximo à avenida Miguel Sutil e a um supermercado atacadista. Este local fica a pouco mais de 300 metros do lugar onde o corpo foi encontrado. O veículo foi encaminhado para a perícia para a coleta de impressões digitais e demais indícios.

Saiba mais - Itacir era dono da floricultura Arte e Rosas, em Cuiabá, e foi executado com um tiro na cabeça. O corpo foi encontrado no início da manhã de sábado (18), ao lado da ponte que dá acesso ao Centro de Eventos do Pantanal. O empresário era procurado desde o final da tarde de sexta-feira. A Polícia acredita que o crime ocorreu na noite de sexta.

O advogado da família, Flávio Bertin, informou que irá acompanhar os trabalhos da Polícia e que não descarta nenhuma hipótese do que teria motivado o crime, mas disse desconhecer qualquer ameaça que o cliente teria recebido.

A vítima havia deixado a prisão há pouco mais de 1 mês. Ele atirou contra um funcionário porque suspeitava que o decorador tinha participado do "sequestro".

 











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