21.12.2010 | 21h07


POLÍCIA

Família de médico pede escuta telefonica e atrasa conclusão de inquérito

 

As investigações que vão apontar o motivo da trágedia no condomínio já duram sete meses; prazo normal para conclusão de inquérito policial é de 30 dias.

MIRO FERRAZ
DA REDAÇÃO


O motivo da demora para a conclusão do inquérito da tragédia do Condomínio Vilas Boas - onde ocorreu a morte, com um tiro na cabeça, da menina Maria Clara, 6, e o suicídio do pai dela, médico Afrânio Maia de Oliveira, 33, no dia 24 de junho -, é a escuta telefônica do celular do médico, pedida pela família de Afranio.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Policia Civil, o delegado já solicitou a escuta., mas passados sete meses, o pedido ainda não foi liberado pela Justiça.

Com isso a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) fica sem prazo para concluir o inquérito. A previsão é que seja encerrado no decorrer de 2011.

O delegado responsável pelas investigações, Antonio Esperândio jjá solicitou a prorrogação do prazo no Fórum de Cuiabá. Segundo ele, a linha da investigação não mudou. As evidências são de que o médico Afrânio matou a filha, Maria Clara, atirou na mãe da menina, Liciene Ferrassoni, 28, e, em seguida, se matou.

Entenda o caso

De acordo com a Polícia Civil, Afrânio, que estava separado há um ano, chegou na residência de Liciane por volta das 2h da madrugada do dia 24 de junho. Ele discutiu na sala com mulher, atirou na porta do quarto onde estava o Wilker de Melo, depois atirou em Liciane, que estava na sala com ele. Depois, entrou no quarto da filha, que estava dormindo, e atirou na cabeça da criança. Ela não resistiu e morreu na hora.

Em seguida, o médico atirou em sua própria cabeça. Ele ainda foi levado ao Pronto-Socorro Municipal da Capital com vida, mas não resistiu ao ferimento.

Liciane foi encaminhada para atendimento médico. Ficou internada durante uma semana.

De acordo com a família, ela não teve seqüelas. Seu namorado, Wilker, que estava na casa na hora do crime, saiu sem ferimentos.


 











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