16.08.2010 | 09h39


Família acusa policiais militares por morte de rapaz



Familiares do servente de pedreiro José Ailton de Souza Cavalcanti, 21, morador do bairro Pedra 90, em Cuiabá, acusam policiais militares da Rotam pela morte dele.

Segundo eles, pouco depois da meia-noite de sábado (14), ele chegou em casa, de bicicleta, e pediu ajuda a vizinhos. Pediu leite para beber e teria começado a vomitar sangue. Disse a testemunhas que policiais militares o teriam abordado e o obrigaram a ingerir algum produto que fez com que passasse mal. Uma vizinha chamou um táxi que levou o jovem até a Policlínica do Coxipó, onde já chegou morto.

Para a Polícia Civil, a causa da morte do jovem ainda é considerada como indeterminada. Segundo a delegada Silvia Pauluzi, adjunta da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante a necropsia, acompanhada por ela, o médico não conseguiu elementos para afirmar qual foi a causa da morte do jovem.

Mas os exames mostraram que não havia sinais de lesões por espancamento no corpo de José Ailton. Somente o resultado dos exames do material coletado nas vísceras e que foi remetido ao Laboratório Forense do Estado irão determinar o que levou à morte de José Ailton.

Mas, no estômago dele foi coletado um material branco, que vai ser analisado, informou Sílvia. Um sinal de picada em um dos braços também pode indicar o uso de droga injetável, que poderia ter provocado alucinações na vítima, apontou o médico. Mas estas informações só poderão ser confirmadas com o resultado dos exames laboratoriais.

De acordo com a Polícia, a família confirmou que o jovem realmente era usuário de drogas, mas que não tinha antecedentes criminais.

Ontem (15), durante o velório, familiares diziam que o jovem morava com a mãe e que, no sábado mesmo, fez compras e abasteceu a geladeira da família. Era trabalhador e nunca teve problemas com a polícia.

Os familiares asseguram que o jovem foi agredido e que tinha inclusive sinais de terra dentro da boca. Garantem que logo que José fez a denúncia, foram até o posto PM do bairro e foram informados que realmente haviam 3 viaturas da Rotam fazendo rondas da região do Pedra 90 e que depois deixaram o local.

Outro lado

O corregedor da Polícia Militar, coronel Joelson Sampaio, disse ontem que não havia sido informado sobre as denúncias e que por isso não poderia falar sobre o assunto.











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