07.08.2010 | 15h55


POLÍCIA

Falsa faxineira aplica golpe em residências da Capital



Uma empresa é acusada de aplicar um golpe para roubar a casa dos clientes. Ela oferece serviços de limpeza doméstica e, quando contratada, envia uma pessoa para furtar objetos. O trabalho é divulgado por meio de panfleto e entre as vítimas, está uma moradora do bairro Bosque da Saúde.

Maria, nome fictício, conta que a faxineira levou mais de R$ 50 mil em joias, R$ 100 em dinheiro, além de vários perfumes importados. Ela registrou o boletim de ocorrência e a Polícia encaminhou a perícia para o local, mas os técnicos não encontraram vestígios da acusada, conhecida apenas como Juliana.

A vítima recebeu um panfleto com 3 telefones de celular para contato. Quem atendeu foi uma mulher chamada Mariana, que se apresentou como proprietária. Ela disse que as trabalhadoras tinham referências e encaminhou Juliana. Ela tem estatura média, cabelos curtos com tom avermelhado e aparência de 30 anos.

Ao chegar na casa, pediu um pano e álcool para fazer a faxina. Maria e a filha de 3 anos permaneceram no imóvel durante a ação. Juliana ficou aproximadamente 30 minutos no apartamento e recebia várias ligações. Na última, ela disse que a filha tinha sido atropelada na frente da escola e precisava ir embora.

Maria ficou preocupada com a situação e ligou novamente para a dona da empresa, que confirmou a história. A faxineira saiu apressada e tremendo. Deixou para trás uma camiseta e os apetrechos de trabalho no corredor.

Alguns minutos após a saída, Maria falou para filha que ia comprar o almoço. A menina afirmou que a mãe não podia, porque a moça da limpeza havia levado o dinheiro embora. A vítima chegou a repreender a filha, alegando que estava acusando alguém sem provas. Então, foi no guarda-roupas e viu que o dinheiro não estava.

Como a criança continuava a persistir na afirmação, resolveu olhar o restante dos objetos de valor e notou que o baú, onde ficavam guardadas as joias, estava arrombado.

Maria vende perfumes importados e correu até a bolsa de produtos, que também estava revirada. Os recipientes mais caros foram roubados pela falsa faxineira.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com Mariana, da Pront Limp. Primeiro, ela disse que tinha um escritório, na avenida General Melo. A equipe foi ao endereço, que não existia.

No segundo contato por telefone, disse apenas que Juliana estava sumida há 3 dias e desligou não atendendo mais. O caso é investigado pelo Centro Integrado de Cidadania (Cisc) do bairro Planalto.











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