15.08.2019 | 15h00


ÁUDIOS DE WHATSAPP

Faculdades e escolas encerraram aulas mais cedo por medo de ataques do Comando Vermelho

Ameaças de suspostos membros da facção se espalharam nas redes sociais na quarta-feira (14) e causou pânico social.


KAROLLEN NADESKA

O secretário de Estado de Segurança Pública Alexandre Bustamante revelou, na manhã desta quinta-feira (15), que escolas e universidades fecharam às portas e suspenderam as aulas, na noite de quarta-feira (14), na região metropolitana, devido às “fake news” (notícias falsas) disseminada no aplicativo WhatsApp, que previa suposto ‘Salve Geral’ do Comando Vermelho.

Áudios atribuídos à facção criminosa afirmavam que os atos criminosos seriam praticados em resposta à Operação Elison Douglas, que ocorre na Penitenciária Central do Estado (PCE), antigo Pascoal Ramos, com o objetivo de retirar celulares e objetos proibidos por lei.

Nos áudios, que circularam nas redes sociais na quarta-feira, supostos criminosos ameaçavam colocar o “terror em Cuiabá a partir das 22h”, além de mandar que ninguém saísse de casa antes das 6h.

Alexandre Bustamante relatou que a intenção era só causar pânico social, que muitas denúncias infundadas chegaram a Central da Segurança Pública.

“Mandei 20 viaturas para o Pirineu [bairro], devido a uma denúncia que atearam fogo em um carro do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], chegando lá não estava acontecendo nada”, disse o secretário. 

Devido ao caos coletivo, instituições de ensino e comércios fecharam mais cedo, com receio das atividades criminosas que, segundo o secretário, não passaram de ameaças infundadas.

“Até agora não há problemas... Não tem como prever o futuro e dizer que aqui vai ser como o Ceará ou Rio Grande do Norte. Os problemas estão sendo causados pelas pessoas que estão aqui fora e não dentro”, explica Bustamante, ao relembrar casos nacionais de ações de facções em retaliação a operações dentro de presídios. 

Operação Elison Douglas

Uma força-tarefa, da Segurança Pública (Sesp), realiza a Operação Elison Douglas, dentro da Penitenciária Central do Estado, com o objetivo de tirar regalias de criminosos, como celulares, móveis e visitas. A ação ocorre em sigilo, desde a segunda-feira (12), para fortalecer o enfretamento contra os crimes dentro da unidade prisional.

A visita de familiares, advogados e defensores públicos está suspensa por 30 dias. Não houve nenhuma notificação prévia sobre a suspensão, o que pegou todos de surpresa.

Em nota, a Sesp explica que uma reforma também é realizada na PCE desde segunda-feira. Estão sendo realizadas mudanças nas celas, pinturas e retiradas de produtos que estão em desconformidade com o Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário.











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