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08.01.2011 | 12h04


POLÍCIA

Estudante de direito pode ter sido morta pelo próprio filho

SILVANA RIBAS  11h55
GAZETA

Mais de 10 anos após a morte da estudante de direito Maria Cecília Correia da Silva Santos, 41, as investigações foram concluídas e apontam uma reviravolta no caso tratamento inicialmente como suicídio. Além de 2 empregados que estavam na casa no dia do crime, um dos filhos da vítima é apontado como suspeito da execução. O delegado Márcio Pieroni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu o inquérito retomado há 2 meses a pedido do Ministério Público.

Depois de uma acareação entre os envolvidos, indiciou os primos Luiz Carlos Bessa, 32, e Waldinei Bessa da Silva, 28, pelo crime e aponta ainda a participação do filho dela, Leonardo Corrêa da Silva Santos, 26, que na época tinha 16 anos. O delegado disse que não tem dúvidas da participação do trio no crime e durante a acareação todos caíram em contradição.

Pieroni salienta que eles negaram fatos que haviam declarado para a Polícia na época da morte, quando tentaram passar uma imagem de que a vítima estaria emocionalmente descontrolada e depressiva, com tendência suicida. Outros laudos periciais técnicos foram fundamentais para derrubar a tese do suicídio, com a qual foi concluído o inquérito na época. Um dos elementos é o sinal de picote em 4 dos projéteis que estavam no tambor da arma, encontrada junto ao corpo de Maria Cecília. "Seria impossível a própria vítima ter apertado 4 vezes o gatilho, quando a arma falhou, para na quinta tentativa fazer o disparo contra a cabeça. Também não haviam sinais de pólvora nas mãos de Maria Cecília, conforme o laudo".

Pieroni descarta a participação do marido de Maria Cecília, o coronel aposentado da Polícia Militar Lindberg Etelvino dos Santos, e da amante dele na época, que também era policial militar. O delegado está relatando o inquérito que já conta de 5 volumes e deve ser encaminhado na próxima semana ao fórum da Capital.

Para o advogado Waldir Caldas, amigo pessoal de Maria Cecília e que foi contratado pela família dela para acompanhar o caso, a confirmação de que ela foi assassinada no dia 7 de março de 2000 já era esperada pela família, que sempre duvidou do suicídio. "Por outro lado, a família com certeza está perplexa com a suspeita da participação do filho dela", argumentou o advogado.

Maria Cecília foi encontrada na cama, com um tiro na cabeça. A posição da arma ao lado do corpo foi contestada pela perícia, que apontou ainda que o disparo foi feito a 30 centímetros da cabeça, e dificilmente conseguiria ser feito por ela.

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