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26.01.2011 | 09h20


POLÍCIA

Empresários da Prainha querem documento que garanta direitos

CARLOS MARTIN   11h55
DA EDITORIA

Proprietários de vários estabelecimentos comerciais da Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) fizeram na manhã desta quarta-feira (26) uma manifestação no semáforo do cruzamento da Rua Campo Grande com a avenida, quase em frente à Papelaria Coxipó. Portando faixas e distribuindo panfletos à população, os lojistas, locatários de prédios comerciais, estão preocupados com prejuízos que podem sofrer com a desapropriação que será feita para a implantação do BRT (Bus Rapid Transit - corredor exclusivo de ônibus).

Nos próximos dias eles pretendem se reunir com a diretoria da Agecopa para que a agência oficialize, por escrito, a garantia dada ontem pelo diretor de Infraestrutura, Carlos Brito, durante reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que os locatórios, assim como os donos dos imóveis, também serão indenizados. Na reunião de ontem compareceram além de dirigentes da CDL e da Associação Comercial, representantes da Associação dos Moradores do Centro-Norte. A CDL ficou de confirmar a data da reunião assim que estiver concluído um levantamento com os pontos que serão atingidos, o que está previsto para o fim do mês.

A proprietária da Papelaria Coxipó, Marilene Guimarães, ao lado de outros empresários participou da manifestação. Eles integram a Associação dos Empresários e Locatários da Prainha e estão atuando em parceria com a Associação de Moradores. Segundo Marilene, o local onde a papelaria funciona há 25 anos é alugado e durante este tempo vários investimentos foram feitos, inclusive com a ampliação da área construída. O valor da indenização será definido após levantamento de peritos que também levarão em conta os investimentos, lucros, patrimônio e tempo em que estão no local.

Preocupação com desemprego

"Não somos contra a desapropriação. Mas estamos lutando por uma causa justa, em defesa dos funcionários que ficarão sem emprego", disse Marilene. Para que os motoristas que paravam no semáforo pudessem ouvir direito as falas, os organizadores levaram um carro de som, que ficou estacionado próximo ao ponto de ônibus no Morro da Luz. A presidente da Associação dos Moradores do Centro-Norte, Francisca Xavier, também ressaltou que a manifestação não é contra a desapropriação que tem um motivo especial, que é a realização da Copa do Mundo.
"Nossa preocupação é com desemprego que poderá acontecer. Desenvolvimento sim, prejudicar jamais", discursou Francisca, que aluga o imóvel onde reside na avenida há 12 anos.

O que Marilene e os demais lojistas irão cobrar da Agecopa é uma definição clara quanto aos locais dos novos pontos comerciais que serão destinados aos lojistas e comerciantes que tiverem os imóveis desapropriados. O proprietário da loja Caroline Fraldas e Confecções, Alcebíades Pereira Freitas, também manifestou sua preocupação. No local há dois anos, ele paga mensalmente de aluguel. "Tenho um contrato de cinco anos e já fiz vários investimentos aqui", contou o proprietário.

Outro questionamento é quanto ao prazo para o pagamento da indenização. Ontem, durante a reunião na CDL, o diretor Carlos Brito disse que as indenizações serão pagas até 2014, ano da Copa do Mundo. A associação quer que o pagamento seja feito já no momento da desapropriação, para que tenham recursos para investir no novo local do ponto comercial.

"Ninguém tem condições de esperar tanto tempo para receber", disse o dono da loja Utilíssima, Janeir Gentil. Para Gentil, até mesmo os proprietários e locatórios localizados no lado esquerdo da avenida, sentido CPA, deveriam estar preocupados. Os imóveis deste lado, segundo informações, serão preservados por estarem situados na parte histórica do centro e por conta de uma ação movida pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). "Os prédios não serão derrubados, mas eles vão vender para quem, já que a via estará interditada por cerca de um ano?", alertou o proprietário.

 











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