20.03.2020 | 09h30


POLÍCIA / ASSALTO AO CONSUMIDOR

Empresária é presa por se aproveitar de pandemia e vender máscara a R$ 50 em MT; veja fotos

A acusada vendeu a máscara a um policial e ainda negou a nota fiscal para o ‘cliente’ sabendo que estava cometendo um crime, tentando não produzia provas contra ela mesma.


DA REDAÇÃO

Uma loja foi fechada e a proprietária presa pela Polícia Judiciária Civil de Sorriso (420 km da Capital) na manhã dessa quinta-feira (19) ao ser flagrada cometendo crime de abuso econômico contra o consumidor ao se aproveitar do momento de pandemia do coronavírus para comercializar máscaras cirúrgicas a R$ 50, ou seja, 400% mais cara, se comparado com o preço cobrado dias antes, na Rua Genésio Roberto Baggio, Centro do município.

O Produto, usado para se proteger do vírus, era comercializado a R$ 10 no mesmo estabelecimento, fora desta época de pandemia, quando por questão de saúde pública, deveria ter baixado o preço ao invés de ‘assaltar o consumidor’.

De acordo com a ocorrência, os investigadores do município, com apoio do Procon (Proteção e Defesa do Consumidor de Mato Grosso) saíram às ruas em uma operação contra empresas que estão se aproveitando do momento para cometer esse tipo de crime.

Os policiais estavam descaracterizados para tentar comprar produtos  como máscaras e álcool em gel nos estabelecimentos.

No caso específico da empresária presa em flagrante, o policial tentou comprar a máscara e ao pagar R$ 50 pelo produto pediu nota fiscal, porém, o documento foi negado pelo estabelecimento, ciente do crime que estava cometendo, com o argumento de “não posso emitir nota fiscal desse produto se não vai configurar crime de abuso de preço”.

Nesse momento o policial pagou pela máscara e após a mulher receber a guarnição que dava apoio entrou na loja e o Delegado Nilson Farias deu voz de prisão e encaminhou a empresária à delegacia em situação de flagrante.

“Fica aí um alerta aos demais comerciantes para que não pratiquem atos desse tipo em um período de pandemia. A população está assustada e não podemos abusar e aproveitar dessa situação para aferir lucro. Começamos a operação agora e vai continuar, vamos a outros estabelecimentos e quem quer que seja que esteja cometendo essa prática abusiva vai ser enquadrado e preso em flagrante”, declarou o delegado Nilson Farias.

Em Cuiabá 

Dezenas de internautas denunciaram nas redes sociais que a Papelaria Dallas, do CPA 2, na Capital, estava comercializando álcool em gel a preço exorbitante. A empresa, segundo imagens que tivemos acesso, vendia 420 gramas de álcool por R$ 75.

A coluna entrou em contato com a papelaria, como consumidora, e foi informada que não há mais produto disponível, porém, a atendente declarou que caso estivesse custaria à bagatela de R$ 35. O valor é muito a acima do preço cobrado antes da pandemia de coronavírus, cerca de R$ 13.

Em um segundo contato, pedimos para falar com o responsável, no entanto, fomos informados que nem o gerente e/ou proprietário da empresa estavam no local. Porém, após a reportagem ir ao ar o estabelecimento entrou em contato com o e se posicionou. Veja reportagem completa.

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