28.01.2020 | 16h00


BANDA PODRE

Dono de espetinho foi agredido e ameaçado por PMs que atiraram na cabeça de mulher

O empresário G.A.C. diz que foi agredido após pedir aos policiais que parassem com a discussão, pois estava assustando os clientes. Minutos depois, os militares atiram na cabeça de mulher.


DA REDAÇÃO

O empresário G.A.C., 45 anos, afirma ter levado uma tapa no rosto e recebido ameaças de policiais militares caso não deixasse a cidade de Sorriso (420 km de Cuiabá).
A confusão no ‘Espetinho do Careca’ aconteceu momento antes de Elizângela de Moraes, 44 anos, ter levado dos tiros sem motivo aparente. O crime aconteceu na madrugada do dia 17 de janeiro.

A informação consta no depoimento do empresário à Polícia Civil, prestado na manhã seguinte ao crime. O depoimento foi obtido em primeira mão pelo .
Ele conta que conhece o soldado Weberth Batista Ribeiro há 3 anos e ele estava, junto com o também soldado Ézio Sousa Dias, discutindo no local com um homem conhecido como “Negão”.

No local havia aproximadamente 150 pessoas, segundo o empresário. Ele foi agredido após pedir aos PMs que parassem com a discussão, pois estava assustando clientes e também a sua família.

“Ribeiro e Ézio foram em direção ao depoente, e o pressionaram para um local mais restrito e afastado do estabelecimento, de frente a um banheiro. Que Ribeiro agrediu o depoente com um tapa no rosto; Que Ézio não agrediu o depoente; Que Ribeiro e Ézio ofenderam o depoente, xingando de 'safado, p* no c*, desgraçado'; Que os PM's ameaçaram o depoente dizendo que 'se em duas semanas você não for embora de Sorriso, vou te matar', palavras repetidas por ribeiro e por Ézio”, disse o empresário à Polícia Civil.

Os agressores foram afastados do empresário por terceiros.

Conforme já noticiado, após a confusão na espetaria os policiais atacaram um casal em um ponto de ônibus e, durante as agressões, acertaram tiros na cabeça e pescoço de Elizângela de Moraes.

Não é possível apontar se o ‘Negão’, com quem os policiais teriam iniciado a discussão na espetaria se trata de Osvaldo Neto – namorado da mulher.

A vítima sobreviveu após cirurgias e os policiais acabaram presos em seguida. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.











(9) COMENTÁRIOS

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CARMEN  29.01.20 07h59
Mas esse policiais são uns animais mesmo. Se não forem demitidos do Estado o governador tem que ser responsabilizado junto.

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Fábio  28.01.20 21h22
A mídia sempre queima os policiais, depois que toda a história vem à tona vê-se que a situação foi bem diferente.

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Sarah  28.01.20 18h56
Com exceção deste episódio específico que deve ser apurado através de inquérito e eventual processo, certamente esses dois policiais fizeram mais pelo estado que todos os jornalistas juntos. Até porque em Mato Grosso temos uma excelente imprensa, se vc pagar bem é capaz de divulgarem até a verdade.

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Vanessa  28.01.20 18h50
ReporterMT tem que ter mais responsabilidade. Entrevistem o Delegado, o comandante da PM, peça que os policiais contem como aconteceu. Ser empresário não garante que a pessoa está correta num desentendimento. De onde partiu as agressões, ect. Vocês estão acabando com a reputação desses policiais.

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Manoel  28.01.20 18h47
Colocam a imagem dos policiais, chamam de banda podre - clara suposição, já que as investigações nem começaram ainda. Cadê a imagem desse empresário? Cadê a versão dos policiais? O empresário é banda podre por ter procurado confusão? Qual é o critério?

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