22.07.2010 | 09h48


POLÍCIA

‘Desmanche’ é desbaratado no Leblon



Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) estouraram uma oficina de desmanche que funcionava numa casa da rua Couto Magalhães, no Jardim Leblon, em Cuiabá, e prenderam duas pessoas.

Trata-se de Edvan Rocha da Silva, de 23 anos, e João Batista da Silva, de 38. No local, os policiais apreenderam dois Gols, sendo um desmanchado e o outro inteiro, mas que seria partido em pedaços nos próximos dias. No local foram encontrados ainda documentos de pessoas vítimas de assaltos a residências e estabelecimentos comerciais. 

Segundo o chefe de operações, policial civil Wlademire Lima Barros, o esquema criminoso envolve mais quatro pessoas que estão foragidas. O alvo da quadrilha são dois tipos de automóveis - Gol e Uno - para serem desmanchados e as peças são vendidas a lojas de autopeças usadas que comercializam também peças roubadas. 

Os dois veículos apreendidos foram roubados no dia 13 deste mês sendo um na região central da Capital e outro, na avenida Rubens de 

Mendonça. “Pelo esquema, os veículos são roubados em assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, como consultórios médicos e escritórios”, informou o investigador. Além de apreender peças de vários carros na casa, os policiais localizaram documentos de vítimas dos assaltos. Eles entraram em contato com essas pessoas e elas confirmaram que foram assaltadas num escritório e num consultório odontológico. 

A localização da oficina ocorreu ontem de manhã, após várias semanas de investigação. A expectativa era encontrar mais pessoas na casa. Pelo esquema, Edvan e João Batista seriam responsáveis pelo desmonte dos carros e ficar cuidando até que outros integrantes do bando viessem buscar as peças e entregar as lojas que comercializam produtos irregulares. 

“Ainda tem os integrantes do bando que são responsáveis pelos roubos dos veículos. Sempre Gol ou Fiat Uno. Além disso, ainda roubavam pertences das vítimas, produtos eletrônicos, além de documentos”, completou o chefe de operações. 

Os policiais não descartam a hipótese de os bandidos venderem os documentos roubados para estelionatários que os utilizam para aplicar golpe no comércio da Grande Cuiabá. “Sabemos que documentos das vítimas de assaltos eram deixados na casa onde funcionava a oficina de desmanche”, explicou Wlademire. 











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