19.08.2019 | 14h10


DESVIOS NA EDUCAÇÃO

Deputada petista teria 'mentido' à polícia sobre estoque de materiais na Seduc

Rosa Neide, segundo a Defaz, afirmou que os materias adquiridos em sua gestão estavam estocados num departamento da Seduc. No entanto, os policiais nada encontraram no local.


DA REDAÇÃO

O delegado da Defaz (Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública), Luiz Henrique Damasceno revelou que a ex-secretária de Estado de Educação e atual deputada federal Rosa Neide (PT) caiu em contradição após afirmar, em depoimento, que todos os materiais comprados para serem distribuídos às escolas indígenas, no montante de R$ 1,1 milhão, estavam estocados num departamento da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em Cuiabá.

No entanto, segundo o delegado, os investigadores não conseguiram localizar os materiais, que também nunca foram entregues às escolas.

“Ela teria dito que todo esse material estaria estocado em um departamento [da Seduc] e não estava”, confirmou Luiz Henrique Damasceno.

“Ela teria dito que todo esse material estaria estocado em um departamento [da Seduc] e não estava”, confirmou Luiz Henrique Damasceno.

Foi exatamente por causa da contradição que a Polícia Judiciária Civil (PJC) deflagrou a Operação "Fake Delivery", na manhã desta segunda-feira (19), para verificar a possibilidade de envolvimento da petista no caso.

Testemunhas ouvidas nas investigações apontaram que Rosa Neide deu ordem para que os materiais fossem adquiridos. No entanto, o delegado pondera que ainda é cedo para dizer que a deputada tem envolvimento.

Um mandando de busca e apreensão foi cumprido na casa da deputada federal. Esse pedido teve origem por causa de seu depoimento que apresentou diversos furos.

Testemunhas ouvidas nas investigações apontaram que Rosa Neide deu a ordem para que os materiais fossem adquiridos. No entanto, o delegado pondera que ainda é cedo para dizer que a deputada tem envolvimento.

O então secretário adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção, teve a prisão preventiva executada no Posto Gil, em Diamantino (184 km da Capital).

Cinco irregularidades foram identificadas: Ausência de comprovação da necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado; Ausência de planejamento nas aquisições; Ausência de comprovação de vantagens na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013 – derivada do Pregão Presencial nº. 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso – Fundação Selva; Ausência de elaboração de contratos, vez que foram substituídos por ordens de fornecimento; Ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor de R$ 1,1 milhão.

Ao total, foram 28 notas assinadas que indicam o crime de peculato, caracterizando continuidade delitiva.

Com esse ato, “a população indígena foi impedida de ter materiais que viabilizam a educação”, afirmou Luiz Henrique.











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