07.07.2010 | 12h37


POLÍCIA

Delegado ouve piloto sobre roubo de avião; PF ainda não tem pistas



Da redação

A Polícia Federal assumiu as investigações do roubo do avião Sêneca 2 e ouviu os depoimentos do piloto feito refém, Cleymer de Sousa Portela, e do dono da empresa Abelha Táxi Aéreo, Hélio Vicente. Há indícios de ser uma quadrilha do narcotráfico operando no Estado de Mato Grosso e de envolver outros países, além da Bolívia. Quanto ao envolvimento do advogado Zoroastro Teixeira, o delegado da PF responsável pelas investigações, Fernando Biondo Salomão, disse que manterá as informações em sigilo para não prejudicar o andamento.

Após ser ouvido na tarde de ontem, das 14h às 18h, o piloto deixou o prédio da superintendência da PF pelos fundos e evitou novamente falar com a imprensa. Ele foi escoltado por um segurança motorizado.

"Logicamente está em sigilo as informações e apesar do piloto estar estressado, nós ouvimos o que aconteceu. Sem dúvidas há a possibilidade de ser uma associação ou quadrilha por trás disso tudo", disse o delegado.

O advogado Zoroastro Teixeira pode ser ouvido novamente, agora no inquérito. Ele prestou esclarecimentos à Polícia Federal no sábado (3), 1 dia após a aeronave ser roubada. Foi ele quem intermediou o aluguel do avião.

Conforme consta no termo de depoimento do advogado criminalista, o suposto cliente que ligou e se identificou como Jorge, teria oferecido uma quantia de R$ 20 mil para que ele fosse até Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá) para atender uma pessoa no sábado. Foi indicado uma conta corrente por Zoroastro para o pagamento de despesas com a viagem e dos honorários advocatícios para o caso. Ainda em depoimento ao delegado responsável pelo inquérito, Zoroastro teria falado que até o presente momento (no sábado), nenhum depósito teria sido realizado em sua conta.

No mesmo documento, com informações do advogado Zoroastro Teixeira, o dono da empresa disse a ele que havia consultado a Polícia Federal em Cáceres e que havia uma pessoa de nome Jorge Lourenço, que seria um criminoso procurado por atuar em delitos vinculados possivelmente a tráfico de drogas.

Há 4 dias trabalhando com a investigação do roubo da aeronave, a PF, em conjunto com Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Aeronáutica e Infraero, ainda não possui qualquer pista sobre o avião roubado.

Entenda o caso - O piloto Portela saiu com um passageiro de Rondonópolis na sexta-feira após o almoço. Durante o voo, foi anunciado o assalto e ele foi obrigado a mudar a rota e pousar numa pista clandestina na Bolívia. O piloto ficou sob o poder dos criminosos até a noite de domingo, quando foi abandonado. Portela conseguiu fazer contato com a empresa de Táxi Aéreo e, na segunda-feira, foi resgatado em Corumbá, voltando para Cuiabá.











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