09.09.2019 | 09h50


ENVENENADA PELA MADRASTA

Delegado: Menina de 11 anos não andava, não falava e espumava pela boca

A motivação do assassinato seria uma herança de R$ 800 mil, que a garota tinha pela morte da mãe. Caso lembra história de ficção, do filme O Sexto Sentido, da década de 90


DA REDAÇÃO

Envenenada pela madrasta durante dois meses e morta, Mirella Poliane Chue de Oliveira, 11 anos, não andava, não falava, tinha vômitos, diarreias e espumava pela boca durante todo período do envenenamento. A madrasta, Jaira Gonçalves de Arruda, 42 anos, foi presa pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (09).

Ao , o delgado Francisco Kunze disse que nunca viu nada parecido e que a agressora se manteve fria no propósito de matar a enteada.

“Uma coisa é você matar uma pessoa envenenada, outra é envenenar um pouco a cada dia, convivendo com a pessoa e vendo os sintomas, que eram sérios. A menina vomitava, espumava pela boca, desmaiava, tinha falta de ar, não conseguia falar, não conseguia andar e não controlava as fezes. É uma coisa muito feia de se ver, e ainda assim ela se manteve firme no propósito e a matou lentamente”, disse o delegado.

“Uma coisa é você matar uma pessoa envenenada, outra é envenenar um pouco a cada dia, convivendo com a pessoa e vendo os sintomas, que eram sérios. A menina vomitava, espumava pela boca, desmaiava, tinha falta de ar, não conseguia falar, não conseguia andar e não controlava as fezes. É uma coisa muito feia de se ver, e ainda assim ela se manteve firme no propósito e a matou lentamente”, disse o delegado.

O interesse do assassinato, conforme investigação da Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) era uma herança de R$ 800 mil, a título de indenização, pela mãe da garota ter morrido no parto devido a um erro médico. Caso lembra história de ficção, do filme O Sexto Sentido, da década de 90.  

Ao ser presa, a madrasta ficou em silêncio.

A morte

No dia 14 de junho de 2019, a vítima Mirella Poliane Chue de Oliveira morreu de causa até então indeterminada. A vítima deu entrada em um  hospital particular, já em óbito. Inicialmente houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois, havia inchaço na genitália, mas depois foi descartado o abuso durante a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A Politec colheu materiais para exames complementares. Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

"Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarreia, tremores, confusão mental, convulsões, etc.", explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi.

Todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. O sofrimento durou cerca de dois meses, em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.

 











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