09.10.2019 | 17h30


MATOU MULHER E FUGIU

Delegado: Marido tinha álibi fraco, de criminoso desesperado

Ronaldo da Rosa registrou boletim de ocorrência denunciando o desaparecimento da mulher, que 11 dias depois teve o corpo localizado. Ele teve ajuda de um PM para assassinar a vítima.


DA REDAÇÃO

O delegado Carlos Eduardo Muniz disse que o mau planejamento e execução do assassinato da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, contribuíram para a investigação da Polícia Judiciária Civil (PJC).

O caso ocorreu no dia 27 de setembro, em Sinop (480km da Capital). Os autores do feminicídio seriam o marido da vítima, Ronaldo da Rosa que está foragido, e o funcionário do casal e policial afastado, Marco Vinicius Pereira Ricardi, que está preso e confessou o crime.

Segundo Carlos Eduardo, o álibi de Ronaldo era fraco, o que levantou suspeita no momento em que ele denunciou que a mulher havia desaparecido. Ele ainda explicou que esse tipo de comportamento dos assassinos demonstra desespero.

"Quando a pessoa faz esse tipo de situação com tantas provas dentro do veículo, isso para mim não é frieza, é desespero. Demonstra que os criminosos não tiveram preocupação com o resultado do que fizeram", disse o delegado.

"Quando a pessoa faz esse tipo de situação com tantas provas dentro do veículo, isso para mim não é frieza, é desespero. Demonstra que os criminosos não tiveram preocupação com o resultado do que fizeram", disse o delegado.

"As pessoas quando cometem um delito tentam criar álibis; tentam criar versões fantasiosas para induzir quem quer que seja de que não foram elas que cometeram o delito; porém, nesse caso, esse tipo de álibi é frágil", continuou.

As declarações do delegado foram dadas em coletiva, na terça-feira (8).

Assassinato

O crime, segundo a polícia, foi motivado por discussões constantes entre a enfermeira, o marido e o PM, que era funcionário do espetinho que o casal era proprietário. Marcos Vinicius foi preso na segunda-feira (7), e confessou o crime.

 

O PM afastado fazia bico de entregador no comércio do casal. O militar disse que intenção dele e de Ronaldo era ‘dar um susto’ na mulher, simulando um roubo. Em depoimento, o PM relatou que eles perderam o controle e acabaram matando a enfermeira. 

Segundo consta no depoimento, o corpo de Zuilda foi desovado pela dupla em um bueiro e, devido às fortes chuvas, foi levado pela água e teve os braços e cabeça arrancados. 

O Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) fizeram a remoção do corpo, que foi encontrado em uma mata, de difícil acesso, próxima a uma pista de motocross. Os pedaços da mulher também foram localizados próximos ao restante do cadáver. O corpo foi reconhecido pelo filho da enfermeira. 

Falso sumiço

O marido da enfermeira registrou um boletim de ocorrência (B.O), no dia 27 de setembro, alegando que a mulher havia desaparecido, com o intuito de esconder o crime cometido por ele e Marcos Vinicius.

Ele mentiu para os policiais sobre o desaparecimento, dizendo que foi buscar Zuilda por volta das 18h no Hospital Santo Antônio, local de trabalho da vítima.

Em seguida, disse que a deixou em casa e foi para o espetinho. Ao voltar para casa, teria encontrado sangue e fios de cabelo dentro do carro do casal. Álibe considerado fraco pela polícia. 

Ronaldo foi a uma garagem, na segunda (07), comprou um HB20 e fugiu da cidade. 

Até então, a única versão que se tem é a de Marcus Vinicius, que foi detido e confessou a morte.   A PJC investiga o caso.

 

 











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