06.12.2019 | 15h00


EXECUÇÃO EM SEMÁFORO

Delegado: Advogado não sacou dinheiro minutos antes de ser assassinado

Versão de que Antônio Padilha de Carvalho tinha feito saques num caixa eletrônico minutos antes de ser morto não procede. Crime é investigado como execução.


DA REDAÇÃO

O delegado Marcel Gomes Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, descartou que o advogado Antônio Padilha de Carvalho, de 60 anos, tenha sacado dinheiro em um supermercado pouco antes de ser morto a tiros em um semáforo da Avenida dos Trabalhadores, no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá.

As suspeitas ocorreram porque na manhã da última quarta-feira (04), dia do crime, populares afirmaram que o advogado havia sido seguido por dois criminosos armados, após realizar saques em um caixa eletrônico. Na versão das 'testemunhas' os bandidos atiraram depois de Antônio se recusar a abrir o vidro do Fiat Cronos que dirigia. 

“Não houve saque de dinheiro, a vítima se dirigiu diretamente da sua casa para uma consulta e nesse trajeto a vítima foi executada. A esposa estava junto e, inclusive, ele estava levando ela para uma consulta médica”, explicou o delegado do caso.

As informações, caso fossem confirmadas, abririam uma nova linha de investigação como, por exemplo, crime de latrocínio (roubo seguido de morto). Neste momento, o caso é tratado como execução.

“Inicialmente circularam muitas informações de que a vítima havia sacado dinheiro em banco, depois falaram em um mercado e que estava com esse dinheiro embaixo do tapete. Enfim, nenhuma dessas informações procede”, revelou o delegado ao .

Entretanto, no início da investigação a Polícia Civil trabalhou com a hipótese de latrocínio, mas os elementos iniciais não se confirmaram.

“Não houve saque de dinheiro, a vítima se dirigiu diretamente da sua casa para uma consulta e nesse trajeto foi executada. A esposa estava junto e, inclusive, ele estava levando ela para uma consulta médica”, explicou o delegado do caso.

Como apuração segue em sigilo, o delegado não informou se há pistas do criminoso (s).

 











(1) COMENTÁRIOS

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benedito costa  06.12.19 17h52
O requinte da morte desse advogado é de encomenda. Talvez estava defendendo algum bandido e não correspondendo com as expectativa do bandido. Pode ser por dívida, algum outro tipo de envolvimento. Pois foi a queima roupa, certeiro, premeditado em plena luz do dia e no horário comercial.

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