10.10.2019 | 07h00


OPERAÇÃO FAKE PAPER

Gallo: Sistema usado por quadrilha para fraudes na Sefaz é tosco

Nove pessoas foram presas sob acusação de emissão de notas frias e falsificação de documentos em esquema de sonegação fiscal em MT, inclusive um advogado, que atuou para o Comando Vermelho


DA REDAÇÃO

Após a prisão de nove pessoas na manhã desta quarta-feira (09),  durante a Operação Fake Paper, o delegado Anderson Cruz e Veiga, titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), adiantou que novas operações contra crimes tributários serão deflagradas em Mato Grosso.

Segundo Veiga, as ações da Polícia Civil contra essa modalidade de crime é resultado de um trabalho de cooperação entre os setores de inteligência da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

“Podemos adiantar que outras operações estão em andamento também visando outros seguimentos que operam no campo de sonegação fiscal e que certamente teremos outros trabalhos semelhantes a esse, com foco em operar com a repressão qualificada a esses crimes”, afirmou o delegado.

"Certamente teremos outros trabalhos semelhantes a esse, com foco em operar com a repressão qualificada a esses crimes”, afirmou o delegado.

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, classificou como “tosco” o sistema usado pelo grupo criminoso usado nesta fraude.

“Essas empresas movimentavam volumes financeiros que não tinham relação com a quantidade de mercadorias que entravam em seus estabelecimentos. Isso gerou um relatório de inteligência que foi compartilhado com a delegacia. Fica a mensagem que fraudes como essas serão descobertas com muita rapidez, pois isso é crime contra a ordem tributária e dá cana, não será mais tolerado”, acrescentou.

"Fraudes como essas serão descobertas com muita rapidez, pois isso é crime contra a ordem tributária e dá cana, não será mais tolerado”, acrescentou.

Fake Paper

A Operação Fake Paper deu cumprimento a nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.

O grupo criminoso, conforme apontado na investigação, emitiu mais de 6 mil notas frias de produtos inexistentes, totalizando o montante de R$ 337.337.930,11 milhões “gerando um prejuízo alarmante ao Estado”.

Ainda conforme a Polícia Civil, as investigações apontam que a organização criminosa falsificava documentos e selos públicos para abertura de empresas de fachada, além de disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.











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