25.10.2010 | 15h23


POLÍCIA

Decretada prisão de militar acusado de matar amante grávida

da redação

O policial militar Claudemir Souza Sales, 30, teve sua prisão decretada pela Justiça neste final de semana. Ele é principal acusado da morte da jovem Ana Cristina Wommer, 24, e de sua filha recém-nascida Maria Eduarda. O policial estava preso, provisoriamente, no Presídio Militar de Santo Antônio de Leverger.

A preventiva foi solicitada pelo titular da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Márcio Pieroni, que comandou as investigações. O inquérito foi relatado na semana passada e encaminhado ao Ministério Público, para oferecimento de denúncia.

Sales foi indiciado por homicídio qualificado, aborto provocado e ocultação de cadáver. Ele vai responder o processo criminal recolhido no presídio militar.

A corretora estava grávida de oito meses e foi assassinada no dia 22 de agosto passado por asfixia, provocada por mãos ou sacola plástica. Durante o assassinato, Ana entrou em trabalho de parto e a criança morreu por falta de atendimento. O corpo de ambas foi encontrado dois dias depois, próximo à BR-364, na região da Serra de São Vicente.

De acordo com as investigações, Claudemir, que tinha uma relação extraconjugal com Ana, estava sendo pressionado pela vítima a assumir a criança ou ela revelaria a relação dos dois para a esposa do militar. No entanto, um laudo de DNA divulgado nesta semana apontou que Claudemir não era o pai da criança.

Histórico

O policial militar Claudemir de Souza Salles, há seis anos na corporação, estava atualmente nas Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e, de acordo com declarações do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Lino Farias, ele era considerado "íntegro e sem antecedentes".

Acusado de ser o principal suspeito da morte da corretora Ana Cristina Wommer, o militar logo foi preso administrativamente e, depois, encaminhado para a Presídio em Santo Antônio do Leverger.

Entre outras declarações, Claudemir revelou que, dois dias antes do assassinato, agrediu Ana na barriga e nos braços, na sede da Rotam, na frente de companheiros de trabalho.

Uma testemunha, amiga da corretora, chegou a dizer que Claudemir prometeu a Ana que iria se casar com ela e que, com o dinheiro da comissão de vendas de uma casa, faria o chá de panela.

Porém, tudo teria mudado quando, em um encontro, Ana teria acusado Claudemir de apertar sua barriga com violência, deixando-a dolorida no dia seguinte.

A corretora afirmou que não iria mais morar com ele quando a criança nascesse. Ainda assim, Ana foi ao encontro, quando foi asfixiada, o que provocou a antecipação do parto e a morte por hemorragia.

 











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