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23.10.2010 | 19h17


POLÍCIA

Corpo de homem sumido é encontrado sem cabeça: PMs são suspeitos

De Sinop - Alexandre Alves

Familiares do operador de máquinas Juarez Rodrigues, de 33 anos, encontraram o corpo dele, neste sábado à tarde, enterrado próximo ao rio Nandico, há cerca de 40 quilômetros de Sinop, no sentido Sorriso. O corpo estava sem a cabeça e foi reconhecido por sinais que Juarez possuía pelo corpo.

Ele estava sumido desde domingo (17), do município de Santa Carmem, que fica a 35 quilômetros de Sinop. De acordo com a família, Juarez foi detido por dois policiais militares em um clube, sob acusação de não querer pagar a conta. Na segunda-feira de manhã, os irmãos foram até a delegacia e não encontraram Juarez preso.

Depois disso, começaram a procurar pelo ente. De posse de cópia do boletim de ocorrência, foram às emissoras de TV de Sinop e denunciaram o sumiço do operador de máquinas. Começou então a busca de informações no intuito de encontrar o irmão. Na mesma segunda-feira, os policiais que prenderam Juarez foram afastados das funções.

Na sexta-feira, a família encontrou manchas de sangue embaixo da ponte do rio Nandico e chamaram a polícia. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) coletaram amostram do sangue que estava no local para exames de DNA.

Mas a família não desistiu da busca e neste sábado encontrou, a cerca de 200 metros da ponte, um local onde a terra estava fofa. Também havia marcas de cal. Os irmãos começaram a cavar, até encontrar o corpo sem cabeça.

Prisão:

O comandante Regional da Polícia Militar, coronel Nerci Denardi, confirmou há instantes, que já estão presos os dois policiais militares investigados por suspeita do desaparecimento do operador de. Os dois suspeitos estão presos no quartel da PM em Sinop, há cerca de 5 dias. A denúncia aponta que a última vez que Juarez foi visto é quando foi preso, pelos militares. A PM também está instaurando inquérito para apurar o caso.

A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas no caso, entre elas o dono da danceteria onde Juarez estava, no sábado (16). O motivo da prisão dele ainda não foi esclarecido. O bárbaro crime começa a ser elucidado e o empenho de familiares está sendo decisivo.

O corpo foi levado para o IML no final da tarde deste sábado e ainda não foi decidido quando será sepultado. Juarez era solteiro e trabalhava, no mato, como operador de máquina.











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