13.07.2010 | 14h00


POLÍCIA

Copa 2014: Cuiabá tem obras adiantadas em relação a outras sedes

G1

Logo após o encerramento da decisão da Copa do Mundo 2010, entre Espanha e Holanda, os telões do estádio Soccer City, em Joanesburgo, estamparam a mensagem em inglês: "Obrigado África do Sul. Vejo você no Brasil". Acompanhada do símbolo do segundo Mundial que será disputado no país pentacampeão mundial. Era o aviso definitivo. Agora, a bola está com o Brasil, que precisa se preparar para organizar a maior competição de mais popular esporte do planeta.

Há quatro anos do pontapé inicial do Mundial 2014, há muito a ser decidido e executado. Tanto em relação aos estádios quanto à capacidade de receber, deslocar a hospedar os visitantes de todas as partes do mundo.

A maior interrogação segue sendo a participação de São Paulo no Mundial. A mais populosa e mais rica cidade brasileira ainda não tem um estádio definido para receber partidas da competição. O projeto do Morumbi, depois de ser muito criticado pela Fifa, foi excluído em 16 de junho, cinco dias depois da abertura do Mundial na África do Sul.

Representantes do governo estadual e da prefeitura de São Paulo defendem a reconsideração da decisão. Mas alternativas já são comentadas: Pacaembu, a base paulista no Mundial de 50, e o novo Palestra Itália são cotados. Além do comentado projeto de uma arena em Pirituba.

Se a questão de São Paulo é a que mais preocupa no tópico estádios, as obras mais adiantadas estão em Belo Horizonte, Cuiabá e Manaus. Mas Curitiba também é um problema. Apesar de ser considerado um dos mais modernos do país, a Arena da Baixada corre o risco de sair do Mundial devido à ausência de um plano de garantia de viabilidade econômica. A diretoria do Atlético-PR não se mostra disposta a investir R$ 150 milhões para atender às exigências da Fifa.

Outra questão importante para o sucesso da Copa de 2014 está fora do campo. Durante a apresentação do logotipo do Mundial, no último dia 8, em Joanesburgo, o presidente da CBF e do Comitê Organizador do torneio, Ricardo Teixeira, afirmou que existiam três problemas para a Copa: "aeroporto, aeroporto e aeroporto".

O temor é que ocorra um caos aéreo no país, prejudicando a circulação dos integrantes de delegações, jornalistas, autoridades e torcedores. Um alerta ocorreu na África do Sul. Muitos torcedores e até integrantes da Fifa não conseguiram chegar a Durban para assistir à semifinal entre Alemanha e Espanha, no dia 7. A Infraero, estatal responsável pela administração dos aeroportos brasileiros, promete investimentos pesados para evitar problemas em 2014.

A questão da acomodação dos visitantes também preocupa. Fora Rio e São Paulo, quase todas as cidades-sedes precisam ampliar - muitas significativamente - o número de leitos.











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