01.08.2020 | 08h03


POLÍCIA / OPERAÇÃO ARARATH

Conselheiro que desceu 16 andares correndo para ocultar provas é solto pelo STF

Alvará de soltura ainda não foi cumprido; Waldir Teis está preso desde o dia 1º de junho acusado de atrapalhar investigações



Conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waldir Teis deixa a prisão neste sábado (1º). A liberdade foi concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Tofolli na noite desta sexta-feira (31/07). Ele foi preso há exatamente um mês. O habeas corpus foi impetrado pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch.

Entre as teses defendidas para que Teis deixe a prisão está a pandemia do novo coronavírus. Ele tem 66 anos e, de acordo com o advogado Diógenes Curado, que também trabalha na defesa de Waldir Teis, há laudos médicos que comprovam que ele é do grupo de risco.

Teis foi preso na manhã do dia 1º de junho acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Ararath e está, desde então, em uma área reservada para presos com prerrogativa, no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), anexo ao antigo Presídio Carumbé.

A prisão de Waldir Teis ocorreu após pedido do Ministério Público Federal (MPF). A ordem de prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, relator da operação Ararath no STJ e, segundo o MPF, teve como base o relatório da PF que revelou indícios de que o conselheiro teria tentando embaraçar às investigações, ao tentar destruir cheques assinados em branco e canhotos jogando na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares.

A ação foi registrada pelos policiais e, conforme o Ministério Público não houve prisão em flagrante porque o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade de prisões quando se trata de crimes afiançáveis.

Conforme o MPF, durante as investigações identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil.

Sobre os cheques, a defesa disse que os documentos não tinham nenhuma irregularidade e que o conselheiro apresentou justificativa à PF logo após o cumprimento de busca e apreensão.

Malebolge

Em setembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de cinco conselheiros, entre eles Waldir Teis, que foram citados na delação 'monstruosa' do ex-governador Silval Barbosa. A ação desencadeou a Operação Malebolge.

De acordo com Silval, os conselheiros teriam exigido propina para não prejudicar o andamento das obras da Copa do Mundo e do programa MT Integrado.

Foram afastados Antonio Joaquim, Waldir Teis, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e Valter Albano.











(1) COMENTÁRIOS

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Alinor  02.08.20 16h35
Vergonha. Depois querem que os brasileiros os apoiem contra o presidente. JAMAIS, stf É O POVO.

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