28.09.2010 | 17h29


POLÍCIA

Começa julgamento dos assassinos do Goiabeiras Shopping

ISA SOUSA
DA REDAÇÃO

Começou nesta terça-feira (28) e deve durar três dias,  o julgamento dos quatro seguranças acusados da morte do ambulante e contador Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 31 anos. O crime ocorreu no dia 29 de setembro de 2009, no Goiabeiras Shopping Center, em Cuiabá. Após três dias Reginaldo, que foi espancado, não resistiu e morreu.

O júri popular é conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital. Haverá o depoimento de 22 testemunhas e dos quatro réus.

Após a abertura da sessão, as testemunhas de acusação e as de defesa estão sendo ouvidas. Em seguida, os acusados. Logo depois, haverá um debate entre acusação e defesa e, por fim, a votação dos jurados, que definirá a condenação.

Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado. Jefferson Luiz Lima Medeiros, 25, é o principal acusado, ele teria chutado a cabeça de Reginaldo. Ednaldo Rodrigues, 30, teria socado a barriga do ambulante. Valdenor de Moraes, 41, assistido imóvel ao espancamento; e, por fim, Jorge Dourado Nery, 31, responsável por vigiar a porta da sala de segurança. As informações constam no processo penal.

Entenda o caso

Reginaldo Queiroz entrou no Goiabeiras Shopping por volta das 16h30 do dia 29 de agosto de 2009, para comprar ingressos de um evento e, depois, sentou-se na praça de alimentação para tomar um suco, acompanhado de duas amigas. Ele carregava vários porta-latinhas, trajava roupa simples e um chapéu de abas largas (tipo mexicano).

Segundo relatos, ele foi abordado na praça de alimentação por dois seguranças, que recolheram o material, além do seu chapéu. Momentos depois, ele foi imobilizado na loja Beto Esportes, onde tentava fazer uma compra, e levado pelos seguranças Jefferson Medeiros e Ednaldo Belo até a sala de segurança.

O estudante saiu da sala da segurança dentro de um contêiner de lixo, provavelmente, já inconsciente, e deu entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, às 21 horas. No dia 31 de agosto, foram constatados indícios de morte cerebral, sendo mantido vivo com auxílio de aparelhos. No dia 1º de setembro, Reginaldo morreu.











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