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21.10.2010 | 01h15


POLÍCIA

Com apenas uma empresa, transporte intermunicipal em VG vive um “caos”



Da Redação

O setor do transporte coletivo de Várzea Grande e as linhas intermunicipais que ligam as duas maiores cidades de Mato Grosso vivem um verdadeiro caos. Após receber dezenas de denúncias sobre a crítica situação do setor, o Programa Comando Geral (Rede TV – Canal 47), apresentado por Maksuês Leite, exibiu uma reportagem que constatou uma triste realidade vivida diariamente por mais de 120 mil pessoas que dependem do transporte público para se deslocar para escolas, serviços e outras atividades.

Ao percorrer as principais ruas e avenidas das cidades e cruzar com alguns ônibus, constata-se várias irregularidades que coloca o serviço prestado pela empresa União Transportes, que detém a concessão para explorar as linhas intermunicipais e na cidade de Várzea Grande, entre os piores do país. Vários ônibus não possuem condições de trafegar, pois aparentam ser velhos, os pneus estão carecas, não possuem ar-condicionado e não garantem a acessibilidade às pessoas com deficiência.

Além disso, a empresa não oferece a quantidade ideal de veículos para servir a população com maior qualidade. Nos horários de pico trafegar nos ônibus sentado é uma verdadeira “loteria”. Os ônibus estão sempre lotados, ocorrendo em muitos casos, das pessoas terem que esperar passar um veículo mais vazio para poder iniciar uma viagem. “É essa a cidade que quer receber uma Copa do Mundo, se nem ônibus suficiente possui”, reclamou uma usuária do sistema que se amontoava em fila na Praça Ipiranga, que seguia da região central de Cuiabá para o bairro Asa Bela, em Várzea Grande.

Nem mesmo as pessoas que detém preferência, como idosos, gestantes e deficientes físicos, ficam imunes ao descaso no transporte coletivo. “Já presenciei casos onde o idoso teve que viajar em pé porque não havia mais assentos disponíveis”, denunciou o jornalista Igor Gabriel.

O descaso da detentora da concessão do transporte coletivo prejudica o trabalhador que depende do ônibus para se locomover. “O cidadão que bate ponto no serviço corre risco de perder o emprego, porque aguarda mais de meia hora no ponto de ônibus”, criticou um trabalhador que fazia a integração no Terminal André Maggi, em Várzea Grande.

No terminal, aliás, o drama dos usuários é revivido de forma igual ou pior que nos pontos de ônibus. Além do congestionamento dos veículos, que fazem embarque e o desembarque de passageiros ser mais lento, as filas gigantescas também existem e a cena de pessoas disputando um lugar no veículo choca. “Pedimos um pouco de respeito com o usuário, que paga caro e não tem o serviço de qualidade”, colocou um usuário, lembrando do valor de R$ 2,30 de cada passagem.

Alguns usuários cobram ainda uma abertura da Ager (Agência Estadual de Regulação) e da STU (Secretaria de Transporte Urbano), que definem as concessões do transporte coletivo intermunicipal e de Várzea Grande, respectivamente, para ampliar o número de empresas que exploram o setor. “O transporte público não é de uma ou duas pessoas. Tem que haver concorrência para melhorar a qualidade”, afirmou o senhor Brite, morador do bairro Santa Izabel, em Várzea Grande.











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